Resumo: aliados de Flávio Bolsonaro estudam colocar Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, como vice na chapa de 2026. A manobra procura ampliar o apoio entre o eleitorado feminino, com as convenções para oficializar nomes marcadas entre 25 de julho e 1º de agosto.


Daniella Marques, que deixou a presidência da Caixa Econômica Federal para assumir funções estratégicas na pré-campanha de Flávio, já é apresentada pela equipe como opção ao posto de vice. O movimento vem acompanhado de elogios do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, mas com o recado de que o nome precisa angariar votos para a chapa.
A aposta, segundo aliados, busca ampliar a credibilidade da candidatura entre o eleitorado feminino, especialmente após episódios envolvendo Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em meio a tensões no núcleo próximo, Simone Marquetto, deputada federal pelo PP-SP, aparece como coordenadora de um programa voltado para mulheres e, segundo os apoiadores, ajudou a moldar o discurso do plano Brasil por Elas.
Durante live de lançamento, em 16 de julho, Daniella foi apresentada como “uma pessoa que se alistou” para colaborar com o plano de governo e reforçou o desejo de Flávio por uma vice mulher. A programação sinaliza que o tema da liderança feminina será um fio condutor da campanha.
Nos estados, as negociações seguem em ritmo acelerado. Em Roraima, a eleição suplementar para governador e vice-geral envolve o PL e o Republicanos, com Arthur Henrique (PL) confirmado como candidato, mas o registro permanece sub judice após impasses de desincompatibilização. Já no Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) é pré-candidato, e o PL pensa em lançar nome próprio para o governo. A pressão de Daniella impacta o acerto entre as siglas.
As convenções para oficializar as candidaturas estão programadas para 25 de julho, em São Paulo, na Arena Pacaembu (PL), e 1º de agosto para o Republicanos, com atividades entre 20 de julho e 5 de agosto. O registro das candidaturas deve ocorrer até as 19h de 15 de agosto, junto à Justiça Eleitoral, definindo as coligações e as estratégias que irão compor a disputa de 2026.
E você, qual a sua leitura sobre a possível composição da chapa e as estratégias para alcançar o eleitorado feminino? Deixe sua opinião nos comentários e conte o que acha que pode influenciar o resultado das próximas eleições.
