Educadores da rede estadual recebem formação para combater racismo

Escrito por: Diógenes Cunha

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A ciência e a tecnologia aparecem como caminhos para combater o racismo e ampliar as oportunidades da juventude negra. Nesta quinta-feira (23), Salvador recebeu a aula inaugural da Formação Educação, Ciência, Tecnologia e Relações Raciais, promovida pela Secretaria da Educação da Bahia (SEC) em parceria com o Instituto Cultural Steve Biko, no Instituto Anísio Teixeira (IAT).

A iniciativa integra o Projeto Oguntec, com foco na implementação da Lei nº 10.639/2003 — que tornou obrigatório o ensino de História e culturas afro-brasileiras nas escolas —, ampliada pela Lei nº 11.645/2008 para incluir a história e a cultura de povos indígenas. A primeira turma reúne 52 docentes e coordenadores pedagógicos de 10 escolas estaduais de Salvador, que farão quatro módulos presenciais. A coordenadora da Educação Integral da SEC, Najila Lopes, destacou que “esta experiência piloto será a base para expandirmos a formação para outros territórios da Bahia”.

Para Najila Lopes, “queremos mostrar que essa legislação atravessa todas as áreas do conhecimento. A ciência também tem raízes africanas e afro-brasileiras, e esse reconhecimento precisa chegar à sala de aula”, reforçou a educadora. A coordenadora-geral da formação, Tarry Cristina Santos Pereira, acrescentou que a iniciativa busca consolidar a compreensão de que a ciência está conectada às identidades raciais e culturais.

Segundo o diretor-executivo do Instituto Cultural Steve Biko, Lazaro Cunha, a ação representa um passo importante para aproximar ciência, tecnologia e relações raciais. “Temos uma juventude extremamente talentosa. O fortalecimento da autoestima e da identidade racial é decisivo para que esse potencial contribua com o desenvolvimento do país.” Já a reitora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Adriana Marmori, ressaltou que o desafio é transformar a legislação em prática pedagógica. “Somente uma educação crítica permitirá formar pessoas capazes de reconhecer sua identidade, exercer seus direitos e enfrentar o racismo.”

Equidade Étnico-Racial

Ainda nesta quinta-feira, o IAT sediou o 4º Ciclo Formativo UNICEF de Equidade Étnico-Racial, reunindo 172 educadores de 69 municípios baianos. O secretário da Educação do Estado, Marcius Gomes, deu as boas-vindas aos representantes das redes municipais e destacou a importância do regime de cooperação para fortalecer a educação pública baiana. Ele apontou que os avanços refletem o trabalho conjunto entre governo e municípios, com a formação continuada como pilar para garantir equidade, permanência escolar e melhoria da aprendizagem.

A leitura é de que a formação contínua e a implementação de políticas de educação inclusiva podem ampliar oportunidades para estudantes de diferentes origens sociais e raciais, contribuindo para a construção de uma educação mais justa no estado.

Convidamos o leitor a deixar suas opiniões nos comentários sobre a importância de incorporar a equidade étnico-racial no currículo e de transformar leis em prática educacional.

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