Eleições: presidenciáveis aceleram para fechar palanques estaduais

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Com as convenções partidárias se aproximando, a corrida ao Palácio do Planalto ganha ritmo: Lula sustenta vantagem em estados estratégicos e já mira apoios locais, enquanto Bolsonaro e seus aliados buscam consolidar palanques estaduais que possam sustentar uma disputa nacional. O calendário é claro: convenções entre 20 de julho e 5 de agosto, registro de candidaturas até 15 de agosto e início da propaganda geral em 16 de agosto.

No campo do PT, Lula avançou nas definições estaduais, selando Minas Gerais como ponto-chave ao indicar Patrus Ananias como pré-candidato da legenda ao Palácio Tiradentes. Além disso, o PT lançou candidaturas ao governo em 10 estados e articula apoios a nomes do PDT, PSD, PSB, MDB, União Brasil e Progressistas para coligar em diferentes estruturas. No entanto, há entrave ainda em Goiás, onde o PT discute a vaga entre Bueno e Adriana Accorsi, com divergência entre diretórios.

A convenção partidária marca o período que partidos e filiados devem se reunir para definir candidatos para as eleições, a data para tal definição se encerra no dia 5 de agosto. Após essa processo, as legendas têm até o dia 15 de agosto para registrar o pedido de candidatura.

Entre os grandes pesos da oposição, o presidenciável Flávio Bolsonaro ainda enfrenta indefinições em seis estados — Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão — com negociações em curso que podem resultar em alianças formais ou em candidaturas avulsas, dependendo do cenário local.

O PSD, sob Ronaldo Caiado, aparece com candidaturas próprias em 12 estados mais o Distrito Federal. Entre os nomes, estão João Rodrigues (Santa Catarina), Sandro Alex (Paraná), Eduardo Paes (Rio de Janeiro), Mateus Simões (Minas Gerais), Raquel Lyra (Pernambuco), Fábio Mitidoeri (Sergipe), Omar Aziz (Amazonas), José Roberto Arruda (Distrito Federal), Laurez Moreira (Tocantins), Adailton Furia (Rondônia), Natasha Slhessarenko (Mato Grosso) e Dr. Furlan (Amapá), além de Eduardo Braide (Maranhão). Mesmo assim, nem todos esses candidatos indicam apoio direto a Caiado ou ao próprio Bolsonaro; a estratégia é manter neutralidade para preservar alianças regionais.

No campo do Novo, Romeu Zema deve ampliar palanque em quatro estados onde a legenda tem pré-candidatos ao governo: Ceará (Eduardo Girão), Mato Grosso do Sul (João Henrique Catan), Distrito Federal (Kiko Caputo) e Rio de Janeiro (André Marinho). Articuladores ouvidos pelo Metrópoles afirmam que a legenda já articulou apoio em 13 estados, buscando cooperação com PL e PSD, para manter alianças locais e evitar desgastes em palanques que envolvam adversários nacionais diferentes.

Articuladores do Partido Novo consultados pelo Metrópoles sob reserva afirmaram que a legenda articulou apoio em 13 estados, onde deve apoiar candidatos de partidos variados, incluindo do PL e do PSD. A estratégia busca preservar alianças regionais e evitar desgastes com partidos que, embora apoiem presidenciáveis distintos, dividem palanques e composições eleitorais com o Novo nos estados.

Na prática, o Novo prioriza acordos locais, apoiando candidatos considerados competitivos para os governos estaduais e mantendo coligações para o Senado, como no Rio Grande do Sul, onde apoiará Luciano Zucco (PL) ao governo, com Marcel van Hattem (Novo) na chapa ao Senado. Entre as candidaturas previstas, constam setores em Santa Catarina, Paraná, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, São Paulo, Acre, Espírito Santo e Pará.

Já o Míssão Renan Santos, com Renan Santos como pré-candidato, não deve apoiar nomes de outras legendas, mantendo cinco pré-candidatos aos governos locais: Rio de Janeiro (Coronel Busnello), Paraná (Luiz Felipe França), Minas Gerais (Ben Mendes), Pernambuco (Renan Hallais), Mato Grosso (Rafael Milas) e Espírito Santo (Breno Barcellos).

Que movimentos você tem observado nas articulações partidárias? Deixe sua opinião nos comentários e conte como você pretende acompanhar as definições que moldam as eleições.

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