O tenente?coronel Mauro Cid, ex?ajudante de ordens do ex?presidente Jair Bolsonaro, recebeu um novo convite para lecionar no exterior. A proposta mais recente o coloca como professor visitante em um curso sobre defesa e segurança na Inglaterra, sendo o segundo convite de natureza acadêmica feito ao militar, já que também houve sondagens para lecionar na Espanha. Por ora, Cid não confirmou nem rejeitou nenhuma das oportunidades, mantendo o foco na decisão a tomar.
Pessoas próximas ao oficial afirmam que a intenção é aguardar a extinção da pena de dois anos imposta pelos ministros da Primeira Turma do STF antes de definir qual caminho seguir. Segundo relatos ao portal Metrópoles, o desejo pessoal dele é morar nos Estados Unidos após o encerramento dos trâmites judiciais. A filha mais velha e o irmão já residem na Califórnia, o que reforça esse objetivo migratório.
A implementação dessa guinada profissional coincide com uma mudança administrativa: o Exército notificou Cid para desocupar a residência funcional na Vila Militar, no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília. A ordem decorre de sua transferência para a reserva remunerada, que encerra o direito de permanência no imóvel de oficiais ainda em atividade.
Do ponto de vista técnico e acadêmico, o tenente?coronel reúne um currículo robusto. É Doutor em Ciências Militares pelo Instituto Meira Mattos, vinculado à ECEME, e possui Mestre em Operações Militares além de bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). As formações incluem especializações em Guerra Irregular e Ações de Comandos, com passagem internacional como observador militar e oficial de ligação da ONU em Chipre (2012?2013). Também integrou o planejamento para o envio de tropas brasileiras à missão de paz no Líbano em 2014.
Apesar da trajetória conturbada nos tribunais, Cid mantém uma atuação clara no campo acadêmico e técnico, sinalizando uma transição que pode ampliar sua presença internacional após o desfecho dos processos. A reportagem acompanha os desdobramentos dessa fase de mudança e as possibilidades que se abrem para o militar com um perfil tão voltado para defesa, operações e cooperação multilateral. E você, o que acha que de melhor pode surgir dessa mistura entre serviço, ensino e atuação internacional?
