Promotoria abre inquérito para apurar bandeira com referências ao nazismo em escola SESI Granbery, Juiz de Fora

Belo Horizonte — O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu, nesta quarta-feira (22/7), uma investigação para apurar a exibição de uma bandeira com referências ao nazismo durante interclasses na Escola SESI Granbery, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O procedimento ganhou repercussão na cidade.
Segundo o promotor Hélvio Simões Vidal, a bandeira traz a expressão “Lealdade e Honra” em alemão e elementos visuais que podem remeter ao nazismo. Para o MPMG, a conduta pode enquadrar-se na Lei 7.716/89, que proíbe a divulgação de símbolos nazistas.
O despacho também cita entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), de que a apologia ao nazismo é uma forma de racismo, tornando esse tipo de crime inafiançável e imprescritível.
Entre as medidas determinadas, o MP pediu que a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) abra um inquérito e apreenda a bandeira para perícia. Caso o objeto não seja encontrado, a análise deverá ser realizada com base em fotos e imagens publicadas nas redes sociais.
A SESI Granbery informou que a bandeira foi confeccionada por estudantes sem conhecimento da direção e que o material foi retirado assim que a escola tomou ciência do caso. A instituição afirmou repudiar qualquer manifestação associada ao nazismo ou a ideologias de ódio e não revelou informações sobre a idade, sexo dos alunos ou o período de estudo envolvidos.
A escola também anunciou que promoverá um trabalho de conscientização sobre movimentos extremistas e o uso indevido de símbolos de ódio, e informou que colaborará com as investigações. Até o momento, a instituição não havia sido oficialmente notificada, mas disse que está à disposição para colaborar.
A reportagem entrou em contato com a PCMG para um posicionamento.
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