PCDF desmantela portal que comercializava dados de milhões de brasileiros

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


PrimeiroJornal

Operação Dark Spot desarticula rede que vendia dados sigilosos de autoridades e cidadãos

30/07/2026 08:31

, atualizado 30/07/2026 08:36

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Dark Spot para desarticular uma organização criminosa que vendia consultas a dados sigilosos obtidos por meio de invasões a sistemas governamentais e privados. A ação resultou em quatro mandados de prisão (três preventivos e um temporário) e seis de busca e apreensão em cidades do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Conforme as investigações, o grupo atuou entre maio de 2023 e junho de 2024, realizando mais de 18 milhões de consultas a informações sensíveis, expondo dados de autoridades e de milhões de cidadãos.

De acordo com a investigação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a rede mantinha uma plataforma profissional que comercializava acessos a informações protegidas por sigilo, incluindo dados da Receita Federal, da CNH, de veículos, de processos judiciais e de sistemas de segurança pública. O funcionamento era estruturado em créditos pré-pagos, adquiridos por meio de Pix ou criptomoedas, com uma rede de revendedores disseminada por redes sociais e aplicativos de mensagens.

Entre as cifras apuradas, destacam-se 257 mil endereços de IP, 45.134 cadastros e 7.242 usuários ativos. Durante diligências, policiais realizaram consultas-teste e obtiveram dados válidos de altas autoridades do Distrito Federal, evidenciando riscos à privacidade de milhares de cidadãos. A organização migrava rapidamente a plataforma entre provedores, utilizava ferramentas para ocultar tráfego, substituía líderes presos e recriava o sistema com o mesmo funcionamento.

No aspecto financeiro, a apuração aponta movimentação superior a R$ 450 mil entre dezembro de 2024 e março de 2025, sem origem lícita comprovada, com estimativas de que a rede poderia arrecadar mais de R$ 1 milhão por mês. Os valores eram recebidos em criptomoedas e encaminhados por contas de terceiros, usados para a aquisição de bens registrados em nome de familiares.

Os investigados podem responder por invasão qualificada de dispositivo informático, receptação qualificada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As autoridades não descartam novas prisões e seguem as apurações para identificar outros integrantes da rede, fornecedores de credenciais de acesso e a cadeia de revendedores da plataforma.

PALAVRAS-CHAVE: crimes cibernéticos, venda de dados, DRCC, PCDF, invasão de sistemas, dados sigilosos, criptomoedas, lavagem de dinheiro, prisões, bloqueio de ativos

META DESCRIÇÃO: Investigação aponta que plataforma criminosa vendia consultas a informações sigilosas; PCDF deflagra operação com prisões, buscas e bloqueio de ativos.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Sete homens são presos após confronto entre torcedores em Cajazeiras antes do jogo Vitória x Palmeiras

Um confronto entre torcedores foi registrado no bairro de Jardim Cajazeiras, na região dos arredores do Estádio...

Vídeo mostra casal vítima de roubo armado diante de condomínio na Graça

Um casal foi roubado na noite desta quarta-feira (30), em frente...

Após ventania, tempo em São Paulo volta a normalizar, aponta previsão

São PauloVentania que atingiu o litoral paulista deixa três mortos e causa estragos Fortes ventos atingiram o litoral de São Paulo na tarde de...