A Polícia Federal concluiu um Processo Administrativo Disciplinar contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, concursado desde 2010, determinando a demissão por abandono de cargo. A decisão foi tomada pela PF e, caberá ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, assinar o ato de expulsão. O cargo ocupado na PF era o de escrivão, com remuneração inicial de cerca de R$ 14 mil.
Eduardo Bolsonaro se autoexilou nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. Na época, ainda era deputado federal e estava licenciado de suas funções na PF.
No final de 2025, ele teve decretada a perda de seu mandato pela Câmara, pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), por excesso de faltas. Desde então, a PF o notificou diversas vezes para que se apresentasse à unidade onde está lotado, no Rio de Janeiro. A corporação informou que a ausência injustificada poderia resultar em medidas administrativas e disciplinares. Por não se reapresentar, foi aberto um PAD para analisar o caso; a instrução determinou a entrega da carteira funcional e da arma de fogo.
A perda do cargo na PF representa mais um revés para Eduardo Bolsonaro. Além da cassação prevista de seu mandato, ele já foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, em acusação de atuar nos Estados Unidos para impedir a análise de ações relacionadas a uma tentativa de golpe de Estado. Quando o julgamento transitar em julgado, ficará inelegível por 12 anos, conforme a Lei da Ficha Limpa.
Apesar da condenação, o ex-parlamentar não tem intenção de retornar ao Brasil. Nesta terça-feira (21), o governo dos Estados Unidos concedeu-lhe visto de residência permanente (green card), que assegura aos estrangeiros o direito de viver, trabalhar e estudar nos EUA por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações adicionais.
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