Resumo: Polícia deflagrou a Operação Usufruto Proibido em Macapá (AP), revelando um esquema de roubos de joias e ouro, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, com atuação em três frentes: logística dos crimes, movimentação de recursos e ocultação por meio de familiares e empresas.

A apuração aponta que a análise técnica de um celular apreendido durante as diligências levou a polícia a reconhecer um esquema envolvendo roubos de joias e ouro, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A investigação resultou na deflagração da operação em Macapá (AP) nesta quinta-feira (6/8), com detalhes repassados pela autoridade policial e apurados pela nossa equipe de reportagem.
Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa atuava em três frentes: 1) planejamento e logística de roubos de joias, ouro e outros bens de alto valor; 2) movimentação pulverizada de recursos por meio de contas bancárias, transferências via PIX e outros meios; 3) uso de familiares, pessoas de confiança e empresas formais para ocultar a titularidade do patrimônio e reinserir os valores na economia formal.
As empresas investigadas não eram, necessariamente, apenas fachada. Algumas possuíam lojas físicas e atuavam regularmente, o que levantou a suspeita de que esses estabelecimentos seriam usados para misturar receitas lícitas com dinheiro de origem criminosa, conferindo aparência de legalidade aos recursos, conforme apontam as evidências coletadas até o momento.
Durante as diligências, um dos executores apontou o principal investigado como o possível mandante e responsável pela logística das ações criminosas, ligando diretamente os crimes patrimoniais ao esquema de movimentação financeira e ocultação dos valores obtidos.
Os dados extraídos do celular também indicaram que o principal investigado deixava a administração formal dos negócios sob responsabilidade de uma familiar porque realizava o chamado “corre”, expressão que, no contexto da investigação, foi interpretada como referência a atividades ilícitas.
As autoridades indicam que a apuração está em andamento e que novas informações devem surgir à medida que as provas são analisadas e cruzadas com os depoimentos colhidos pelos investigadores.
Resumo: Operação Usufruto Proibido desarticula organização criminosa no Amapá, com cinco prisões preventivas e 13 mandados de busca e apreensão. Grupo atuava no roubo de joias e itens de alto valor; ação envolve a Ficco/AP e forças federais e estaduais.
Amapá – A Operação Usufruto Proibido, deflagrada no estado, desarticulou uma organização criminosa investigada por roubos majorados e lavagem de dinheiro. A ação resultou em cinco prisões preventivas e 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, conforme informações da força-tarefa Ficco/AP, que reúne órgãos federais e estaduais para o combate a crimes de alto valor.
Modus operandi do grupo incluía a escolha prévia das vítimas, o monitoramento de rotinas, o uso de armas de fogo e a fuga em motocicletas ou veículos, segundo apuração da investigação.
Relação institucional — a Ficco/AP é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Militar do Amapá, pela Polícia Civil do Amapá, pelo Instituto de Administração Penitenciária do Amapá e pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública do Amapá.
Objetivo da operação — a apuração aponta que o grupo era dedicado à subtração de joias, ouro e outros objetos de alto valor, com planejamento para facilitar as ações e dificultar a identificação pelas autoridades.
Contexto — a deflagração integra esforços de uma investigação que aponta atuação de uma organização criminosa associada a roubos sofisticados e lavagem de dinheiro no estado, com diligências coordenadas pela Ficco/AP para desarticular a estrutura criminosa.
