Resumo operacional — Polícia Federal deflagra a Operação Monte Sinai no Maranhão, cumprindo 9 mandados de busca e apreensão em São Luís e em seis municípios do interior. Medidas incluem bloqueio de bens, sequestro de valores e proibição de participação em licitações. A investigação apura possível uso irregular de verbas do Fundef e do Fundeb em obras de pavimentação e infraestrutura, originada de análises da Receita Federal e da CGU, com autorização do STF.
Maranhão – A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, a Operação Monte Sinai, que mira supostas irregularidades na aplicação de verbas públicas em obras de infraestrutura. A ação cumpre nove mandados de busca e apreensão em três endereços de São Luís e em seis municípios do interior do estado, além de determinar o bloqueio e o sequestro de bens e valores, bem como a proibição de participação das empresas investigadas em licitações ou na manutenção de contratos com órgãos públicos.
Segundo a PF, as investigações apontam indícios de fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e crimes contra a ordem tributária. A apuração envolve recursos vinculados a precatórios do Fundef e do Fundeb, usados em contratos de pavimentação e de infraestrutura. A finalidade dessas verbas — destinadas ao financiamento e ao desenvolvimento da educação pública — está sob análise para confirmar ou afastar desvios.
Ainda de acordo com a corporação, as medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação também envolve o bloqueio e o sequestro de ativos das empresas investigadas, além da proibição de participação em futuras licitações e na celebração de novos contratos com órgãos públicos, enquanto as apurações prosseguem.
A etapa investigativa teve início a partir de análises realizadas pela Receita Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). As equipes da PF atuam em São Luís e em municípios do interior, com o objetivo de esclarecer a origem e a destinação de recursos vinculados à educação básica. A operação não aponta, até o momento, envolvidos com cargo público específico no âmbito do Executivo Estadual.

Operação
A PF cumpre nove mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do STF, em São Luís e em seis cidades do interior maranhense. Além disso, foram autorizados o bloqueio e o sequestro de bens e valores, bem como a proibição de participação das empresas investigadas em licitações ou de manter contratos com órgãos públicos.

A investigação também envolve o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A PF aponta que recursos originários desses fundos foram potencialmente destinados a obras de pavimentação e infraestrutura sem este fim, configurando possível irregularidade na aplicação financeira. A cada passo, a PF reforça que a apuração permanece em desenvolvimento.
A operação segue sob acompanhamento das autoridades competentes, que buscam esclarecer o real destino dos recursos e confirmar eventuais irregularidades em contratos com órgãos públicos. As investigações continuam, com novas diligências previstas para as próximas horas, a depender de informações adicionais obtidas pelas equipes de fiscalização.
