Resumo: Brasília acompanha decisão do STF sobre o terceiro inquérito da PF envolvendo Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha. A investigação, solicitada pela Polícia Federal, mira supostos negócios ilícitos em áreas do governo federal; já há outras duas apurações em curso. As diligências envolvem também a Dataprev, o Ministério da Saúde, o INSS e a relação com a Operação Sem Desconto.
Palavras-chave: Lula, Lulinha, PF, STF, Mendonça, Dataprev, INSS, Sem Desconto, Ministério da Saúde.
Brasília – O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha. A investigação foi solicitada pela Polícia Federal e apura a atuação de um grupo de pessoas que teriam mantido supostos negócios ilícitos em áreas do governo federal.
Lulinha já responde a outras duas investigações em tramitação no STF, ligadas a suspeitas levantadas pela PF. O novo inquérito representa, segundo a PF, o terceiro pedido de apuração envolvendo o familiar do presidente em menos de uma semana.
No dia 30 de julho, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de uma investigação para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações relacionadas ao Ministério da Saúde.
No dia seguinte, Mendonça autorizou um segundo inquérito para apurar se Lulinha favoreceu empresários interessados em fechar negócios com a Dataprev e outros órgãos do governo federal. Este caso envolve suspeitas de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Essas investigações se originaram a partir de elementos colhidos na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos aplicados sobre aposentadorias e pensões do INSS. A PF afirma que os novos inquéritos não tratam diretamente das fraudes nos benefícios, mas de eventuais atuações de Lulinha em favor de empresários e lobistas junto a áreas do governo federal.
