Jerônimo defende continuidade de secretário sob investigação e reduz polêmica com contratos do Banco Master

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo rápido: Bahia – Jerônimo Rodrigues defende a permanência de Eduardo Sodré no Meio Ambiente durante sabatina na TV Aratu, citando inocência e continuidade da gestão. Debate com João Pedro Pitombo, da Folha de S.Paulo, questiona afastamento semelhante ao de Jaques Wagner. Governo diz atuar conforme a lei; assunto envolve contrato com o Banco Master e o cartão Cesta, com análise da PGE.

Bahia – O governador Jerônimo Rodrigues afirmou a manutenção de Eduardo Sodré no comando da Secretaria do Meio Ambiente, mesmo diante de investigações que citam o auxiliar. A declaração foi feita durante uma sabatina na TV Aratu, quando questionado sobre desdobramentos recentes envolvendo o secretário.

Durante o painel, o repórter João Pedro Pitombo, da Folha de S.Paulo, relembrou que, em outra ocasião, o presidente Lula afastou o senador Jaques Wagner da liderança do governo no Senado após estar sob investigação, interrogando se não seria prudente afastar Sodré para permitir defesa adequada.

Jerônimo descartou a hipótese de afastamento imediato, destacando a presunção de inocência. “Conversei com o secretáro. Ele foi citado, não tem nada judicializado que o impeça de exercer a profissão enquanto agente do nosso desenvolvimento e fortalecimento do meio ambiente”, afirmou o governador.

Sobre o futuro de Sodré, o governador disse que não houve justificativa para interromper a atuação neste momento e que a ética continua a orientar as decisões. “Aguardemos para ver o que pode acontecer”, completou, mantendo a linha de cautela.

Contratos com o Banco Master – A sabatina também abordou investigações envolvendo o Banco Master e a demora do governo em revisar ou romper os contratos do chamado crédito Cesta, um cartão de benefícios com denúncias de juros acima do mercado e suposta exclusividade na gestão estadual. O governador negou exclusividade do banco e afirmou que o Estado trabalha junto à Procuradoria Geral do Estado (PGE) para definir os próximos passos, frisando que o Executivo atua dentro da lei e das orientações judiciais.

“A Justiça não determinou que fizéssemos o rompimento. O que fazemos é cumprir. Não é repasse público, é repasse consignado, dinheiro do servidor”, ressaltou Jerônimo, que também afirmou ter transparência no relacionamento com as autoridades. “Constantemente a Justiça ou a Polícia Federal solicitam documentos e nós encaminhamos”, completou, garantindo tranquilidade quanto às ações de 2023 em diante.

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