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DPU solicita criação de grupo interinstitucional para acolhimento de indígenas Warao na Bahia

DPU solicita criação de grupo interinstitucional para acolhimento de indígenas Warao na Bahia
DPU solicita criação de grupo interinstitucional para acolhimento de indígenas Warao na Bahia

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Feira de Santana, Bahia – A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou, em 29 de julho, ação civil pública para criar com urgência um grupo interinstitucional de acolhimento aos povos Warao residentes na cidade.

O grupo seria responsável pela elaboração, execução, monitoramento e avaliação de um plano emergencial de atendimento.

A ação envolve a União, a Funai, o Estado da Bahia e o Município de Feira de Santana, com a participação de outros órgãos.

Também solicita recursos para moradia, diante de imóvel alugado que abriga a comunidade, com necessidade de reformas; a União não autorizou o uso de recursos federais para migrantes.

Feira de Santana, Bahia – A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou, em 29 de julho, uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência para que a União institua, no prazo de 30 dias, um grupo interinstitucional de acolhimento aos indígenas Warao residentes na cidade, responsável pela elaboração, execução, monitoramento e avaliação de um plano emergencial de atendimento.

O grupo deve reunir a União, a Funai, o Estado da Bahia e o Município de Feira de Santana, além de outros órgãos, para coordenar as ações. As atribuições incluem planejar, executar, monitorar e avaliar o atendimento emergencial aos Warao.

A ação também solicita recursos financeiros adequados para moradia, visto que o único imóvel utilizado pela comunidade apresentou danos e requer reformas estruturais. A prefeitura já havia buscado usar recursos federais destinados ao atendimento a migrantes, mas a União não autorizou a utilização.

“O quadro evidencia, portanto, que a persistência da situação de vulnerabilidade não pode ser atribuída simplesmente à ausência de iniciativa municipal, mas decorre da insuficiência dos mecanismos de financiamento e de coordenação da política pública, especialmente no âmbito federal”, cita a peça.

A DPU acompanha o caso dos Warao desde 2023, com inspeções, reuniões e pedidos de esclarecimentos às autoridades competentes. As famílias vivem em acolhimento precário, sem solução habitacional estruturada e com atendimento de saúde pouco intercultural. Em janeiro de 2024, uma criança de apenas dois anos faleceu em decorrência de desnutrição grave e tuberculose.

A ação tramita com pedido de tutela antecipada para acelerar a implementação das medidas de emergência.

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