Governo aprova crédito de R$ 6,59 bi para terminal da Bamin no Porto Sul, em Ilhéus

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo jornalístico

Ministério de Portos aprova financiamento de R$ 6,59 bilhões para um Terminal de Uso Privado (TUP) da Bahia Mineração (Bamin) em Ilhéus (US$ 1,2 bilhão). A Bamin, ligada ao grupo ERG, negocia venda à Mota-Engil; projeto envolve Porto Sul e Fiol 1. Transição sob análise da ANTT, com apelo de tornar o negócio mais atrativo.

Ilhéus, Bahia – O Ministério de Portos e Aeroportos confirmou nesta terça-feira (11) a aprovação de um financiamento de R$ 6,59 bilhões para a construção de um Terminal de Uso Privado (TUP) da Bahia Mineração (Bamin) no litoral sul do estado. O montante equivale a cerca de US$ 1,2 bilhão e foi autorizado pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (FMM) por meio do suplente de presidente, Otto Luiz Burlier da Silveira Filho.

Segundo informações da Agência Infra, o TUP integra o Porto Sul de Ilhéus, ligado à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1), compondo o conjunto de ações previstas para o complexo portuário. O projeto faz parte de uma estratégia que busca ampliar a infraestrutura logística na região.

A Bahia Mineração (Bamin), que pertence ao grupo Eurasian Resources Group (ERG), com atuação sediada no Cazaquistão e em Luxemburgo, está em tratativas para vender o complexo à portuguesa Mota-Engil. O empreendimento incluiria a mina de ferro da Bamin na Bahia, além do terminal portuário e da ferrovia. A Infra aponta que a venda é tema central para a viabilização do lote, com o financiamento atraente do FMM como impulso adicional.

Ainda de acordo com a Infra, a Bamin deverá cumprir obrigações relacionadas à implantação da ferrovia e do porto. A expectativa é de que a aprovação do financiamento pelo FMM torne o processo de venda mais competitivo, facilitando a transição no controle do ativo e a continuidade dos sistemas logísticos.

O planejamento portuário de Ilhéus prevê dois Terminais de Uso Privado: um pertencente à Bamin e outro com participação do Estado da Bahia. A ideia é que a presença pública em uma das concessões garanta conectividade da ferrovia com mais de um empreendimento privado, fortalecendo a malha logística regional.

Até o momento, apenas a Fiol 1 foi ofertada ao mercado. O leilão, realizado em 2021, resultou na concessão à Bamin. A concessionária deveria entregar a ferrovia em operação até 2026, mas executou parte do contrato antes da paralisação das obras, em 2025. Desde então, governo e concessionária buscam alternativas para retomar a viabilidade da Fiol 1 e do Porto Sul, com tratativas que chegaram a envolver a Vale.

O plano atual prevê que a Mota-Engil assuma o empreendimento, com a transição sob análise da ANTT, órgão responsável pela regulação do contrato ferroviário, no esforço de manter a continuidade dos fluxos de carga e a conectividade entre os ativos.

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