Resumo: Hortolândia, SP – A presidente do Sindpesp cobra retratação de Guilherme Pallesi após vídeo dirigido a uma delegada local; o sindicato afirma que entrevistas de delegados dependem de autorização da SSP e critica uso de Delegacias de Defesa da Mulher como palanque eleitoral. Sigas: entrevista, autorização SSP, Pallesi, Sindpesp, Hortolândia.

Hortolândia, SP — Em nota publicada na sexta-feira (21/8), o Sindicado dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) anunciou que cobra a retratação do candidato a deputado federal Guilherme Pallesi, o Guipa (MDB-SP), por declarações dirigidas a uma delegada da cidade durante uma intervenção pública.
Segundo o sindicato, o episódio teve início após a policial se recusar a conceder uma entrevista para as redes sociais do candidato sobre um inquérito em andamento. O Sindpesp afirma que a prática fere normas institucionais e coloca em xeque a imparcialidade de agentes públicos.
De acordo com o Sindpesp, delegados em atividade só podem conceder entrevistas à imprensa mediante autorização expressa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), sendo o pedido feito por escrito e sujeito a deferimento.
O sindicato também criticou o uso de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) como palcos eleitorais durante o período de campanha, afirmando que a pauta de igualdade de gênero deve mudar atitudes, especialmente em pessoas que ocupam funções públicas.
Em resposta, Pallesi afirmou, em trechos citados pela entidade, que “a maior rival da mulher é a própria mulher” e que “tem muita mulher que joga contra”, o que motivou a reação do Sindpesp, que pediu retratação formal.
A assessoria do jornal Z, a Coluna Grande Angular, mencionou que mantém canal de interação via WhatsApp para atualizações sobre o caso, destacando a continuidade das informações à medida que o desdobramento se desenvolve.
O Sindpesp encerra reiterando que a autorização da SSP, por escrito, é condição indispensável para entrevistas com delegados em atuação, reforçando a necessidade de separar atividades eleitorais de funções públicas e assegurando que a igualdade de gênero seja transformada em políticas públicas e ações concretas, não apenas em falas durante o período eleitoral.
