Resumo jornalístico
Infantino, presidente da Fifa, enfrenta desgaste e, segundo o New York Post, buscou apoio político dos EUA após o fracasso do FIFA Forward Enterprise. A UEFA ameaçou boicotar, e há menções a Marco Rubio, Donald Trump e tentativas de contato diplomático; a proposta foi abandonada.
Palavras-chave: Infantino; FIFA Forward Enterprise; New York Post; Marco Rubio; UEFA; boicote; Copa do Mundo 2030.
Brasil — A crise envolvendo Gianni Infantino ganhou nova dimensão política nesta segunda-feira, com o New York Post relatando que o presidente da Fifa procurou apoio do governo dos Estados Unidos após o fracasso do projeto FIFA Forward Enterprise.
De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, então secretário de Estado, para discutir o uso do futebol como ferramenta de soft power. Indícios de bastidores, porém, indicam que a manobra visava também preservar sua posição política dentro da entidade.
A reportagem também aponta que o desgaste ocorre em meio à repercussão negativa do FIFA Forward Enterprise, uma tentativa de criar uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da Fifa, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.
O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity liderada por Josh Kushner, que entraria com cerca de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.
O projeto foi abandonado na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais, que criticaram a ideia de transformar torneios da Fifa em ativos de interesse privado.
Ainda segundo o New York Post, Infantino teria tentado falar diretamente com Donald Trump por telefone várias vezes desde o colapso, mas não obteve contato.
Em contrapartida, a Reuters informou que a secretaria adjunta de Estado para Assuntos Públicos desmentiu qualquer plano de uma reunião entre Rubio e Infantino naquela manhã.
A crise provocou fissuras internas na Fifa. A poucos dias da publicação, Kevin Lamour, diretor de operações da entidade, disse à Associated Press que se sentiu enganado pelas tratativas conduzidas sem seu conhecimento.
A UEFA reagiu de forma contundente e, em votação unânime, aprovou uma posição de boicote a competições da Fifa caso o projeto avancasse, potencialmente atingindo até a Copa do Mundo de 2030, cuja organização envolve países europeus.
Com o desenrolar, a possibilidade de ruptura levaria seleções e atletas europeus a ficarem de fora de torneios da Fifa, cenário considerado histórico pelo seu impacto no futebol internacional.
Nos bastidores, segundo o New York Post, dirigentes contrários a Infantino teriam mettant um movimento interno apelidado de “Project Kill The Monster”, buscando enfraquecer ou afastar o dirigente do comando.
O momento é decisivo para o futuro político de Infantino, de 56 anos, cujo mandato fica sob escrutínio conforme o fracasso do FIFA Forward Enterprise. A Fifa não fez comentários oficiais sobre o episódio, e a Casa Branca não respondeu a pedidos de manifestação feitos pela Reuters.
