Trump amplia quota isenta de tarifa para carne moída nos EUA, favorecendo frigoríficos brasileiros

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: EUA autorizam importar até 300 mil toneladas de carne bovina sem tarifas por 90 dias para frear a alta de preços antes das eleições de meio de mandato. O Brasil figura entre os principais fornecedores, o que impacta as ações de frigoríficos nacionais. Trump afirma que o acordo torna a carne moída cerca de 25% mais barata para famílias americanas. Palavras?chave: carne bovina, importação, EUA, Trump, Brasil, USDA, preços.

Estados Unidos — O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (21) a criação de uma cota de importação de carne bovina destinada à produção de carne moída, com até 300 mil toneladas isentas de tarifas por 90 dias. A medida visa conter a alta de preços ao consumidor no período que antecede as eleições de meio de mandato, previstas para novembro.

Embora não haja detalhamento específico sobre a origem das remessas, o governo americano aponta o Brasil como o segundo maior fornecedor de carne bovina ao país. A decisão impulsionou o valor das ações de grandes frigoríficos brasileiros na bolsa, refletindo expectativas sobre o mercado.

Em publicação divulgada nas redes sociais, Trump afirmou: “Hoje, concluí um acordo para reduzir substancialmente o preço da carne moída para as famílias trabalhadoras americanas.” O governo também comunicou que o produto será comercializado a aproximadamente 25% abaixo dos níveis atuais do mercado.

A cota autorizada corresponde a cerca de 2% do consumo doméstico anual de carne bovina nos EUA, estimado em cerca de 13 milhões de toneladas. A intervenção busca enfrentar a disparada de preços causada pela escassez de gado, resultado de custos de produção mais altos e de secas em áreas de pastagem.

Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontam os principais fornecedores de carne bovina para o mercado americano no primeiro semestre de 2026: Austrália (250 mil t), Brasil (234 mil t), Canadá (178 mil t), México (156 mil t), Nova Zelândia (126 mil t), Uruguai (68 mil t), Nicarágua (46 mil t), Argentina (46 mil t) e Paraguai (43 mil t).

Além da carne, o texto original indica que a carne importada, geralmente de cortes mais magros, é combinada com matéria-prima de maior teor de gordura para alcançar a composição desejada da carne moída. O país também sinaliza a retomada, após mais de um ano de suspensão, da importação de gado vivo do México, sujeito a controles sanitários e de parasitas.

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