Duas mulheres, identificadas como Jane Doe e Amy, entram com ação contra os co-executores do espólio de Jeffrey Epstein em Nova York, buscando pelo menos US$ 6 milhões em indenização e a criação de um programa para localizar outras vítimas. A ação envolve 38.934 imagens analisadas e material encontrado entre arquivos de Epstein. Processo tramita no Distrito Sul de Nova York. Réus: Darren K. Indyke e Richard D. Kahn. Data: terça-feira (15).
Nova York — Duas mulheres que se apresentam como sobreviventes de crimes sexuais cometidos por Jeffrey Epstein protocolaram uma ação civil nesta terça-feira na Justiça de Nova York, buscando pelo menos US$ 6 milhões em indenização contra os co-executores do espólio do ex-financista. A ação tramita no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York.
As autoras utilizam os pseudônimos Jane Doe e Amy e também pleiteiam que a Justiça determine a criação de um programa para localizar e notificar outras possíveis vítimas retratadas em imagens de abuso sexual infantil encontradas no acervo de Epstein.
Segundo a petição, Jane Doe teria cerca de 12 anos quando Epstein teria obtido fotos parcialmente nuas dela. As imagens, originalmente associadas a um estudo artístico, estariam guardadas em local trancado, e a autora afirma ter descoberto posteriormente que esse material era mantido pelo financista para fins sexuais.
Já a autora Amy afirma aparecer em imagens de abuso sexual infantil conhecidas como “Misty”, que circulam desde o final dos anos 1990. Parte desse material foi encontrada entre os arquivos apreendidos de Epstein. A petição aponta que 38.934 imagens foram analisadas, mas o processamento pelo programa de identificação de vítimas do NCMEC ainda não havia sido concluído.
Além de US$ 6 milhões, as autoras solicitam uma indenização estatutária de US$ 150 mil para cada pessoa que venha a ser reconhecida pela Justiça como integrante da possível classe, além de danos compensatórios e punitivos. Jeffrey Epstein foi investigado por exploração sexual de menores e tráfico sexual; ele morreu em 2019, enquanto estava sob custódia em Nova York, após ser preso naquele ano por acusações federais.

