Resumo: Ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirma ter apresentado ao Banco Central uma alternativa para a venda do Banco Master; após o fracasso com o BRB, ele buscou investidores nos Emirados Árabes Unidos. STF liberou acesso aos documentos; prazo de até 180 dias foi citado para reestruturar a instituição.
Daniel Vorcaro, ex-banqueiro responsável pelo extinto Banco Master, afirmou em depoimento ter informado ao Banco Central uma alternativa para a venda da instituição na manhã de 17 de novembro de 2025, data em que foi preso pela Polícia Federal. As informações estão reunidas em documentos que integram o acervo público após o STF levantar o sigilo das investigações. O conteúdo do depoimento detalha, segundo Vorcaro, os passos iniciais para uma possível conclusão da transação.
Durante a oitiva realizada em agosto, Vorcaro afirmou que viajou pelo menos três vezes ao Emirados Árabes Unidos em busca de investidores privados. Segundo ele, as viagens teriam como objetivo captar recursos para sustentar a operação do Banco Master e viabilizar uma futura venda da instituição, ainda que sem acordo definitivo. As declarações reforçam a linha de atuação apresentada pelo ex-banqueiro durante o processo investigativo.
As tratativas para a venda da instituição ganharam força após o fracasso das negociações para a aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB), ocorrido em setembro de 2025. A partir desse impasse, as atuais tratativas passaram a ser apresentadas como alternativa para a reestruturação da instituição, segundo o que consta nos documentos tornados públicos. A narrativa destaca a mudança de cenário após o insucesso com o BRB.
Os relatos integram o acervo de documentos tornados públicos após o STF levantar o sigilo das investigações. O material permite entender o desdobramento da investigação sobre o caso, incluindo declarações feitas por Vorcaro e demais informações disponíveis nos autos. A divulgação ocorre em meio à tramitação de apurações que ainda não tiveram conclusão.
Segundo Vorcaro, após a recusa da operação com o BRB, a instituição formalizou junto ao Banco Central um pedido de prazo de até 180 dias para apresentar uma nova proposta de reestruturação. O empresário afirmou ainda que conseguiu estruturar o modelo em dois meses, condição que, na prática, não resultou em uma venda concluída até o momento. As informações, contidas no depoimento, ajudam a entender o cronograma apresentado às autoridades.
