Zolpidem: saiba quais são os riscos de usar remédio sem orientação

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O uso indiscriminado do zolpidem, princípio ativo de remédios destinados ao tratamento de insônia, chamou a atenção da comunidade médica depois que relatos sobre efeitos colaterais bizarros viralizaram nas redes sociais.

 

Além de alucinações, o medicamento foi associado a episódios compulsivos de compras, sonambulismo e ataques à geladeira durante a madrugada – tudo isso sem que as pessoas que fizeram uso se lembrassem depois.

 

Comercializado com os nomes de Prompt, Patz, Zolpaz, Zolfest, Stilnox ou pelo nome genérico de hermitartarato de zolpidem, o medicamento é controlado e só deveria ser comprado com receita médica.

 

Ao Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o psiquiatra Alisson Marques, do Instituto Meraki, em Brasília, explica que o zolpidem deve ser administrado no paciente por pouco tempo, cerca de dois meses, para que não crie dependência.

 

“É um medicamento cujo uso precisa ser muito bem orientado. Antes de iniciar o tratamento, é importante buscar a causa da insônia, para ver se a medicação é realmente necessária”, explica o médico.

 

O farmacêutico Gabriel Freitas, consultor do Conselho Federal de Farmácia (CFF), esclarece que o zolpidem é uma substância bastante segura, mas o uso sem orientação médica pode resultar em riscos.

 

“Zolpidem é uma substância segura, com boa tolerabilidade. É difícil as pessoas apresentarem efeitos adversos graves com esse tipo de medicamento. Porém, ele pode causar alucinação, sonambulismo, delírio, agressividade e amnésia, em casos raros”, afirma o consultor do CFF.

 

O farmacêutico acrescenta que a absorção rápida do medicamento pode facilitar distorções na percepção. Em mulheres, pessoas idosas ou entre os que utilizam o fármaco em doses elevadas, os riscos de efeitos adversos são maiores.

 

O uso de bebida alcoólica e de outros medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos e fármacos para dor e insônia, como opioides ou benzodiazepínicos, também pode elevar a ação do hemitartarato de zolpidem.

 

O consultor recomenda evitar a automedicação e, quando utilizar o medicamento, seguir corretamente o tratamento, respeitar a prescrição e não interromper a utilização sem orientação do profissional da saúde.

 

A Associação Brasileira do Sono (ABS) emitiu um alerta recente sobre as reações adversas que o uso inadequado do zolpidem pode provocar.

 

“O uso inadequado da medicação, como ingerir e permanecer realizando as tarefas da casa ou qualquer outra atividade, pode causar situações de risco, a exemplo de queda, alucinações e amnésia dos acontecimentos vivenciados antes de adormecer”, explicou a neurologista Márcia Assis, diretora da ABS.

 

A entidade orienta que indivíduos com indicação para o uso da medicação tomem os seguintes cuidados ao utilizar o medicamento:

Seguir rigorosamente a prescrição médica;
Jamais associar o uso do medicamento com o consumo de bebida alcoólica;
Tomar o medicamento momentos antes de ir para a cama com o intuito de evitar acidentes.

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