No Brics, Haddad repudia ‘antagonismo’ entre blocos econômicos e Lula se reúne com chefes de Estado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia nesta terça-feira, 22, o primeiro de três dias de atividades da cúpula de líderes do Brics — bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Expectativa é de realização do Fórum Empresarial do Brics e depois de um retiro, um evento apenas com os chefes de Estado e governo e os respectivos ministros das Relações Exteriores. Pela manhã, Lula também se reúne com representantes do Congresso Nacional Africano, onde deve reforçar seu compromisso de ampliar alianças com o continente. Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o petista participa de seu programa ao vivo semanal, o Conversa com o Presidente. Três temas prioritários devem ser focados no encontro: o conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia, a adesão de novos integrantes ao bloco econômico e a possibilidade de negociações bilaterais em moeda local – medida para evitar a dependência do dólar no mercado internacional. O presidente russo, Vladimir Putin, participará remotamente do evento porque é alvo de um mandado de prisão pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Como a África do Sul é signatária do TPI, haveria a possibilidade de prisão de Putin no país.

O último evento da agenda de terça é um jantar de boas-vindas aos líderes do Brics oferecido pelo presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Vale destacar que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também está na comitiva presidencial e discursou na abertura do fórum empresarial durante a manhã. Haddad destacou a importância que o Brasil tem dado à questão da emergência climática, lembrou que o país é um dos líderes em energias limpas e renováveis e exaltou a aprovação da reforma tributária, que deve facilitar os investimentos de potenciais parceiros internacionais. O ministro também repudiou qualquer tipo de ‘antagonismo’ entre o Brics e outros blocos econômicos: “Nós acreditamos que os Brics têm uma grande contribuição a dar. Brasil, África do Sul, Índia, China e Rússia podem, cada um a partir da sua perspectiva, oferecer ao mundo uma visão que seja coerente com os seus propósitos. E que não signifique nenhum tipo de antagonismo a outros fóruns importantes dos quais nós mesmos participamos”.

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