Secretária geral do CNJ pretende aumentar celeridade de processos e uso de linguagem de fácil entendimento

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A secretária-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Adriana Cruz, que é a primeira mulher negra a assumir o cargo, pontuou a necessidade de o judiciário seguir em diálogo para renovações. Durante o 17º Encontro Nacional do Poder Judiciário, promovido pelo CNJ no Centro de Convenções de Salvador nesta segunda-feira (4), ela citou um fortalecimento na política de afirmação de diversidade, raça e gênero como uma das pautas do colegiado. 

 

Cruz argumenta que o CNJ vem desenvolvendo “uma série de ações e iniciativas nesse sentido”, incluindo a política de cotas em concursos de magistrados e a recomendação do presidente do Supremo tribunal Federal (STF), ministro Luis Roberto Barroso, de fortalecer políticas de ações afirmativas. Também estão sendo incorporadas questões específicas para gênero, conforme a perspectiva da Corte Interamericana e protocolos de julgamento pela perspectiva racial.  “Estamos fazendo uma série de frentes, pois são problemas complexos que não são resolvidos só com uma canetada”, argumentou.

 

Uma das formas de trazer a justiça para mais perto do povo é “estimular o sentido de pertencimento”, como avalia a secretária geral. “Enquanto você prega uma linguagem que afasta, que dificulta a compreensão, você veda o acesso à  justiça. A ideia é a adoção uma série de ações com vistas a simplificar a linguagem técnica, que muitas vezes é indispensável. A ideia da gente é construir um material com uma tradução daquela linguagem mais técnica que é indispensável e estimular a desutilização daquelas expressões desnecessariamente rebuscadas e que podem dificultar a compreensão”, avalia.

 

Outro ponto sinalizado por ela foi a “demanda da celeridade”, ou seja, a necessidade de fazer com que os processos consigam correr com maior velocidade. Ela garantiu que o CNJ já está ciente do problema e tem proposto iniciativas na intenção de diminuir a demora nos trâmites. 

 

Nesse sentido, ela citou ações protocolares de eventos mais breves, julgamentos com votos mais resumidos, e, principalmente, o que chamou de “boas práticas”. “Vários tribunais já têm iniciativas nesse sentido e o Conselho, como um catalisador de práticas, vai fomentar o banco de boas práticas também com essa temática, como forma de difundir essa prática. Eu acho que vai ser extremamente importante e de aprofundamento da garantia de uma justiça eficiente, um processo com duração razoável, tudo como determina a constituição”, disse.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Bahia consegue liberação e Guido Herrera vai para o jogo contra o Atlético-MG; veja os relacionados

Para o confronto frente ao Atlético Mineiro, na noite desta terça-feira (21), às 19h30, o técnico Rogério Ceni relacionou 24 jogadores. Entre eles...

Mensagens e áudios indicam lista de propina do PCC para delegacias de SP

São Paulo Operação Janus desarticula rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC em SP; 18 mandados, 11 presos ...

VÍDEO: Eduardo Bolsonaro afirma ter citado Alexandre de Moraes em processo para obter Green Card

Eduardo Bolsonaro cita Moraes para obter Green Card nos EUA Declarações em entrevista ao Metrópoles destacam menção a Moraes e...