O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) partirá neste domingo (4) em uma visita oficial de dois dias ao Chile. Na segunda-feira (5), ele se encontrará com o presidente chileno Gabriel Boric para assinar uma série de acordos nas áreas econômica, social, ciência e tecnologia, defesa da democracia, direitos humanos, inovação, educação e saúde. A embaixadora Gisela Padovan, Secretária de América Latina e Caribe, afirmou que não há tópicos proibidos para discussão, no entanto, destacou que a Venezuela não será o foco principal das conversas.
A situação na Venezuela continua sendo um assunto delicado. O presidente venezuelano Nicolás Maduro expulsou diplomatas de diversos países, incluindo o Chile, após acusações de fraude eleitoral. Gabriel Boric classificou essa ação como uma profunda intolerância à divergência, algo essencial em uma democracia, e defendeu a divulgação dos registros de votação para assegurar transparência. Lula, por sua vez, mencionou a importância da apresentação das atas eleitorais, mas ainda não se posicionou claramente quanto à reeleição de Maduro.
Além das reuniões diplomáticas, o líder petista terá encontros com empresários de ambos os países. Apesar das discordâncias entre os presidentes sobre assuntos como a guerra na Ucrânia, a questão venezuelana estará inevitavelmente em pauta. Analistas apontam que, embora ambos os líderes sejam de esquerda, Boric adota uma postura mais crítica em relação ao regime venezuelano. Observadores esperam que o presidente chileno possa exercer uma influência positiva sobre o governo brasileiro, levando-o a adotar uma postura mais firme diante da situação na Venezuela.
*Com informações da repórter Luciana Verdolin

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