Moraes nega adiar julgamento de PF que gravou áudios sobre golpe

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No dia 16 de maio, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, rejeitou o pedido da defesa do policial federal Wladimir Matos Soares para adiar o julgamento marcado para a próxima semana. Soares é acusado de envolvimento em um plano golpista, sendo que foram encontrados áudios que mencionam um grupo armado com o objetivo de prender ministros do STF e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após a divulgação do material, a defesa alegou que novos fatos foram incorporados ao processo e solicitou um adiamento para apresentar testemunhas que pudessem esclarecer esses pontos. As audiências estão agendadas para os dias 20 e 21 de maio.

Moraes esclareceu que o novo material foi apresentado como prova pela defesa, e não pela acusação, o que não alteraria a denúncia feita pelo Ministério Público, mantendo inalterado o conjunto probatório que será analisado pelo Judiciário.

“Bolsonaro deu pra trás”

Wladimir Matos Soares, de 53 anos, teve apreendidos áudios que mencionam um grupo armado com o intuito de prender ministros do STF e impedir a posse de Lula.

Denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito do plano golpista, Soares é acusado de repassar informações sobre a segurança de Lula a outros envolvidos. As gravações analisadas pela Polícia Federal revelam que ele compartilhou informações sigilosas sobre a segurança do presidente com servidores associados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O conteúdo foi divulgado pelo Jornal Nacional e corroborado pelo Metrópoles.

Nos áudios, Soares menciona pertencer a uma “equipe de operações especiais”, armada e pronta para agir em defesa de Bolsonaro, aguardando apenas uma “canetada” do então presidente para iniciar suas ações. Em outro trecho, o policial manifesta disposição para usar força extrema.

Críticas às Forças Armadas e ao próprio Bolsonaro

Em outra gravação, Soares critica a postura do presidente e dos generais, afirmando que Bolsonaro “faltou com pulso” e deveria ter agido sem o apoio da cúpula militar. Um interlocutor lamenta a ausência de figuras rigorosas no exército como as da época do regime militar.

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