Resumo: O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo, Romeu Zema, divulgou um novo vídeo da série Os Intocáveis, direcionando críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Gilmar Mendes. O material surge num contexto de trocas de farpas entre Mendes e o ministro Alexandre de Moraes, destacando uma linguagem de apelo popular e de desmistificação do poder judiciário aos olhos de seus seguidores.
No clipe, Gilmar Mendes aparece ao lado de Alexandre de Moraes, retratado como uma figura de marionete. Os diálogos encenados sugerem que Moraes estaria pressionado a incluir Zema no inquérito das fake news, com a pretensão de censurar o ex-governador e influenciar o contraste entre opinião pública e ações legais.
Além disso, a produção aborda a imagem pública de Zema, comenta o sotaque dele e faz menções a supostas ligações entre ministros e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. A peça não apresenta novas evidências, mas reforça a leitura de um confronto entre estilos de comunicação e de poder.
A divulgação ocorre após Gilmar Mendes ter falado sobre limites de sátiras envolvendo Zema e ter pedido desculpas pela declaração, assegurando que não houve a intenção de difamar e ressaltando a existência de uma indústria de difamação contra o STF, segundo ele mesmo. A resposta do ministro reforça a ideia de que a cena política envolve acusações recíprocas, com cada lado buscando justificar suas ações.
Nesta semana, Gilmar Mendes solicitou a inclusão de Zema no inquérito das fake news por causa de outro vídeo da mesma série, ampliando o calendário de críticas entre as figuras envolvidas e mantendo o tema vivo no debate público.
Em entrevista ao Jornal da Globo, Mendes afirmou que Zema fala uma língua próxima do português. Em resposta, o ex-governador utilizou as redes sociais para dizer que escreve com o que chamou de linguagem do brasileiro simples, contrapondo com o que chamou de português esnobe dos intocáveis de Brasília.
Analistas veem a troca como parte de uma estratégia de comunicação em curso, que evidencia o papel de narrativas de censura, liberdade de expressão e de relações entre o poder político e o âmbito empresarial na agenda eleitoral atual, sempre com o objetivo de moldar a opinião dos moradores da região. O embate promete seguir influenciando o debate público nos próximos meses; esperamos o seu ponto de vista nos comentários, para entender como você percebe esse duelo entre Zema e o STF e qual efeito ele pode ter no voto local.

