Trump vê como ‘muito possível’ um acordo com o Irã, mas mantém ameaças

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O presidente Donald Trump afirmou, em sua plataforma Truth Social, que existem muitas possibilidades de se chegar a um acordo completo e definitivo com os líderes iranianos para encerrar a guerra. Ao mesmo tempo, advertiu que, se as negociações não avançarem, os bombardeios poderão recomeçar em um nível maior. Teerã não se pronunciou oficialmente sobre a proposta americana, e o Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que a ideia está sendo analisada, segundo a imprensa local.

Na prática, a Paquistão, que atua como mediador, recebeu sinais mistos. Trump também mencionou a suspensão temporária da operação de escolta naval no Estreito de Ormuz, conhecida como Projeto Liberdade, pausada por curto período a pedido de Paquistão e de outros países. Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, desencadeada pela ofensiva israelense-americana, manter o controle dessa rota é crucial para o comércio global de hidrocarbonetos. O bloqueio de portos iranianos, imposto pelos EUA em 13 de abril, continua em vigor.

Ainda segundo a narrativa atual, o Paquistão, sediando as primeiras negociações, celebra um momento considerado promissor para um acordo duradouro. Fontes da Axios, citando dois funcionários do governo americano, indicam que as duas partes estariam próximas de um memorando de entendimento de uma página para encerrar a guerra, abrindo um período de 30 dias de negociações que podem ocorrer em Genebra ou em Islamabad.

Sobre o lado iraniano, o chefe do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que os Estados Unidos tentam forçar Teerã a se render por meio de bloqueio naval, pressão econômica e manipulação midiática, o que ameaça a coesão interna. Em contraste, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com o colega chinês Wang Yi em Pequim para debater as tratativas. O Irã também pressiona por avanços nas negociações com a ajuda de aliados, como a China, enquanto o secretário de Estado americano, Marco Rubio, pediu que Pequim influencie Teerã a suspender o bloqueio de Ormuz, alegando isolamento internacional.

A evolução das negociações permanece incerta, com as palavras de Trump divergindo de sinais diplomáticos vindos de Teerã e de Islamabad. Como tudo pode se desenrolar nos próximos dias, leitores podem acompanhar os desdobramentos e discutir o papel de potências internacionais nesse complexo quebra?cabeça diplomático. Deixe sua opinião nos comentários: qual caminho você acredita ser o mais eficaz para encerrar o conflito?

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