Cine Glauber Rocha se pronuncia após polêmica de restrição do acesso ao terraço

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Cine Glauber Rocha, no Centro Histórico de Salvador, restringe o acesso ao terraço apenas a quem compra ingresso, em meio a críticas nas redes. A gestão afirma que a medida visa manter o espaço em boas condições e evitar depredações, especialmente após episódios recentes de vandalismo. A obra de restauração foi realizada com capital privado, e o espaço funciona sem subsídios diretos, salvo a exceção da Lei Paulo Gustavo.

O principal motivador da decisão é a necessidade de preservar o espaço após casos de comportamento inadequado e danos ao prédio, como pias quebradas e lâmpadas furtadas. A direção afirma que, desde a implementação do controle de acesso, os incidentes reduziram e o ambiente voltou a ser tranquilo e acolhedor.

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Em nota publicada nas redes, a administração negou que haja financiamento estatal direto para o Glauber Rocha. A prefeitura e o governo estadual atuam apenas por meio de uma parceria em que, graças à Lei Paulo Gustavo, o aluguel do cinema é revertido em dois mil ingressos mensais para estudantes da rede pública. A única exceção de apoio público, segundo a relação oficial, é essa lei emergencial.

Além disso, o Glauber Rocha destaca que a democratização do acesso e a exibição de cinema nacional são pilares. Atualmente, o espaço mantém funcionamento com ingressos entre R$9 e R$10; metade do valor pago é repassada às distribuidoras e produtoras, com os demais custos cobrindo operações como luz, água, projeção e impostos. O custo de um projetor profissional, aliás, passa de R$350 mil.

Histórico e missão caminham juntos: desde 1919, o cinema já recebeu nomes diferentes, como Cine Guarany e Cine Kursaal Baiano, consolidando-se como referência para o cinema brasileiro. Em Salvador, já recebeu eventos de peso, como a estreia de O Agente Secreto, com a presença de Wagner Moura e Kleber Mendonçça Filho, reforçando o papel da casa na cultura regional.

Hoje, a região recebe novos teatros e equipamentos que fortalecem o polo cultural, enquanto o Glauber Rocha reafirma seu compromisso com a valorização da cultura baiana e com a manutenção de uma programação de qualidade, acessível ao público.

Percebeu algo diferente no Cine Glauber Rocha? Compartilhe sua opinião nos comentários: você acredita que o terraço deve permanecer com acesso restrito ou que o espaço deva abrir para todos, desde que com regras de convivência?

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