Resumo: Em assembleia, os metroviários do Metrô de São Paulo aprovaram um acordo com 1500 votos a favor, 1294 contrários e 146 abstenções. A greve foi cancelada, mas a mobilização continua para cobrar questões como a privatização, concursos públicos e melhorias no serviço, com negociações abertas entre a direção da empresa e o governo estadual.
A decisão ocorreu após impasses nas negociações. A rede opera com 5.663 funcionários, distribuídos entre atendimento, operação dos trens, segurança pública, manutenção e administração. O número atual representa uma perda de cerca de metade do quadro em dez anos, e a categoria cobra a abertura de concursos públicos, há mais de uma década sem novos selecionados.
Entre as pautas estão a suspensão de alterações no plano de saúde, a garantia de igualdade salarial para funções idênticas e a abertura de diálogo sobre a Participação nos Resultados. Os metroviários também defendem regras de remuneração justas e benefícios que acompanhem o custo de vida.
Segundo o sindicato, a queda de pessoal aumenta a sobrecarga e pode comprometer a qualidade do atendimento, ainda que haja aprovação elevada entre os usuários. Uma pesquisa de satisfação divulgada pelo Fantástico, da TV Globo, em 2025, apontou 76,3% dos entrevistados classificando o serviço como bom ou muito bom.
A decisão de suspender a greve não encerra a mobilização: os metroviários afirmam que vão continuar atuando pela manutenção do serviço público e pela discussão sobre a privatização, mantendo pressão por concursos e melhorias nas condições de trabalho.
E você, qual é sua opinião sobre privatização de serviços públicos e sobre como equilibrar qualidade do serviço com a demanda de pessoal? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários.
