Resumo: A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE aponta ritmo de crescimento do comércio brasileiro em março. O setor subiu 0,5% frente a fevereiro, com o acumulado de 12 meses chegando a 1,8%. Em relação a março do ano passado, houve alta de 4%.
Entre os oito grupos avaliados, cinco apresentaram alta mensal. Destaques: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (+5,7%), combustíveis e lubrificantes (+2,9%), e outros artigos de uso pessoal e doméstico (+2,9%). Livros, jornais, revistas e papelaria cresceram 0,7% e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria tiveram avanço de 0,1%. Tecidos, vestuário e calçados ficaram estáveis (0%), enquanto móveis e eletrodomésticos recuaram (-0,9%) e hiper, supermercados, alimentos, bebidas e fumo caíram (-1,4%).
O câmbio, mais favorável, ajudou a elevar vendas de produtos importados. Em março, a moeda ficou em média perto de R$ 5,23, ante R$ 5,75 no mesmo mês do ano anterior. Cristiano Santos, analista da PMC, explica: as empresas aproveitam o dólar mais baixo para repor estoques e, depois, promovem liquidações que puxam o mês para cima.
No varejo ampliado, que inclui atacado, veículos, material de construção e alimentos, houve alta de 0,3% de fevereiro para março e 0,2% no acumulado de 12 meses. O segmento de atacado também apresentou leve crescimento no mesmo período.
O desempenho negativo ficou com o ramo de hiper e supermercados, reflexo da inflação, que freou parte das compras. O grupo respondia por boa parte do setor e registrou queda de 1,4% em março. Em contrapartida, outros itens do comércio mostraram resultados mais positivos, ajudando a moderar o recuo.
A leitura geral indica uma trajetória de alta gradual para o comércio brasileiro, com efeitos ainda sensíveis da taxa de câmbio e da inflação. Deixe nos comentários como você tem sentindo as mudanças no dia a dia e como isso impacta suas escolhas de consumo e bolso.
