A operação integrada Escudo Urbano, deflagrada nesta terça-feira em Salvador, interditou seis ferros-velhos que atuavam irregularmente. A ação, conduzida pela Sedur em parceria com a DSIP, contou com apoio da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Guarda Municipal, e teve foco na receptação de itens furtados ligados à infraestrutura da cidade.
Os locais fiscalizados trabalhavam com materiais como fios de cobre, cabos elétricos e luminárias. Ao todo, dois ferros-velhos foram interditados no bairro Polêmica, dois no Ogunjá, um na Vasco da Gama e um no Engenho Velho de Brotas. Todos estavam sem alvará de funcionamento. No Vale do Ogunjá, a equipe identificou ainda a ausência do TVL (Termo de Viabilidade de Localização) e da licença ambiental, levando ao fechamento imediato do espaço.
O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Sosthenes Macêdo, destacou que a ação conjunta reforça o compromisso da prefeitura com o ordenamento urbano e o combate às atividades ilegais. “A operação reforça o compromisso de preservar os espaços públicos, coibir irregularidades e cumprir a legislação municipal por meio de atuação integrada entre os órgãos de fiscalização e segurança”, afirmou.
Mateus Galvão, diretor de Fiscalização da Sedur, explicou que irregularidades administrativas costumam levar à interdição imediata dos estabelecimentos. “Quando identificamos esse tipo de irregularidade, atuamos com o poder de Polícia Administrativa para fechar os locais”, disse.
Além de regularizar a documentação, a operação visa reduzir os impactos dos furtos que atingem a infraestrutura da cidade. O diretor de Iluminação Pública, Ângelo Magalhães, ressaltou que a receptação desses itens alimenta a criminalidade e compromete a iluminação, gerando custos para os cofres públicos e colocando a população em risco. O comandante da 26ª CIPM, major Daniel Ferreira, confirmou que os locais já recebiam denúncias sobre a receptação de materiais furtados, justificando a atuação integrada para fortalecer a segurança regional.
A intervenção demonstra a necessidade de atuação contínua das forças de fiscalização e segurança para coibir práticas ilegais e proteger o patrimônio público. Ao interromper atividades que alimentam crimes contra a iluminação e a infraestrutura, a operação busca tornar a região mais segura e organizada para os moradores.
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