No sétimo dia do julgamento pela morte do menino Henry Borel, as testemunhas de defesa continuam operando o ritmo do processo. A defesa foca em apresentar Monique Medeiros como mãe presente e cuidadosa, enquanto a acusação sustenta que as evidências e perícias apontam para lesões ocorridas sob os cuidados da mãe e do padrasto, mantendo a continuidade do caso ao longo desta semana.
A principal testemunha da defesa foi o Bryan Medeiros, irmão de Monique, que descreveu a mãe como presente e atenta. Ele afirmou que a família não suspeitou de agressões por parte de Jairo Souza Santos, o ex-vereador, e afirmou também que, após a divulgação dos laudos, o seu sobrinho-mutual teria tentado convencer Monique a sustentar uma versão diferente dos fatos.
A acusação, porém, sustenta que o depoimento da defesa não altera o conjunto de provas já reunidas. A família de Henry aponta documentos e perícias que indicam que as lesões ocorreram enquanto a criança estava sob os cuidados da mãe e do padrasto, mantendo a linha de que houve violência.
Nos dias anteriores, peritos reforçaram a tese de agressões. Um legista afirmou que Henry sofreu múltiplos traumas na cabeça, tórax e abdômen, enquanto o delegado responsável declarou que Jairo tentou evitar que o corpo fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal para perícia.
Segundo o Ministério Público, Jairo é acusado de homicídio qualificado, tortura e outros crimes. Monique Medeiros responde por homicídio por omissão e outras acusações relacionadas. A expectativa é de que o julgamento prossiga ao longo desta semana, com novas provas a serem ouvidas.
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