Resumo: A prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), interrompeu a expectativa de uma frente entre PP e União Brasil para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Senado no Rio. Segundo informações citadas pela jornalista Bela Megale, no O Globo, a ação policial contra Canella, pré-candidato ao Senado, desagradou a cúpula da União Brasil. A prisão aconteceu nesta quarta-feira (8), após a Polícia Federal encontrar um fuzil no carro dele, alvo da Operação Unha e Carne, que investiga uma rede de postos de combustível usada para lavar dinheiro na Região Metropolitana do Rio.
Dois fatores teriam pesado na avaliação. Primeiro, o PL teria se movido para afastar Canella da disputa, alimentando rumores de que ele passaria a concorrer como deputado, e não mais ao Senado, após a prisão. A direção da União Brasil culpa correligionários do PL pela estratégia de rifá-lo e afirma que existem caminhos para manter a candidatura ao Senado de Canella.
O segundo motivo de irritação foi a ausência de gestos de Flávio Bolsonaro em resposta à ação da PF contra o aliado. A cúpula da União Brasil esperava algum apoio do senador — ainda que discreto —, mas sustenta que nada foi demonstrado até o momento, o que reforçou a insatisfação com o andamento da aliança.
Canella foi preso na quarta-feira (8) depois que a PF localizou um fuzil em seu carro. Ele estava entre os alvos da Operação Unha e Carne, deflagrada para desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro.
O cenário aponta para mudanças no tabuleiro eleitoral fluminense e impactos nas costuras das alianças locais. E você, qual leitura faz desse desdobramento e de como pode influenciar a corrida ao Senado no Rio? Compartilhe sua opinião nos comentários.
