Vereador pede que MPSP apure evento de R$ 5 milhões no Anhangabaú

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A Fan Zone Anhangabaú, espaço de shows e transmissões da Copa no centro de São Paulo, entra no radar de uma apuração. O vereador Nabil Bonduki acionou o Ministério Público para investigar supostas irregularidades na contratação da Now Sports, por R$ 5 milhões, com dispensa de licitação, pela prefeitura.

Fan Zone Anhangabaú/Divulgação
Fan Zone Anhangabaú, evento da Prefeitura de São Paulo - Metrópoles

A operação indica que o contrato foi assinado pela gestão de Ricardo Nunes apenas dois dias antes da abertura do evento, levantando a hipótese de que a montagem poderia ter começado antes da formalização. A justificativa para a escolha da empresa repousou em um licenciamento da CAZE TV, detentora dos direitos de exibição da Copa, mas não há provas suficientes de exclusividade.

Segundo apuração, o plano de trabalho previa que os custos fossem cobertos com recursos públicos; porém a Binance atuou como patrocinadora, com ações de mercado e captação de clientes. Há suspeitas de que a Now Sports tenha lucrado com patrocínios privados sem repassar valores ao município.

Um pagamento de R$ 700 mil foi destinado à concessionária Viva o Vale pela ocupação do espaço, o que, segundo Bonduki, representa 14% do custo total do projeto. O vereador cobra esclarecer a área ocupada, o número de dias cobrados, a tarifa contratual, os serviços incluídos e as receitas da concessionária com alimentação, estandes e outras explorações comerciais.

A apuração aponta ainda que o Fan Zone exigiu dados pessoais de participantes, incluindo jovens entre 11 e 17 anos, o que levanta questões sobre possível violação à LGPD. Procurada pelo Metrópoles, a Prefeitura de São Paulo não se pronunciou até a última atualização da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.

A situação evidencia dúvidas sobre o uso de recursos públicos em estruturas privadas e sobre a previsão de público de cerca de 500 mil pessoas, que acabou não se confirmando em diversos dias. O caso tramita no MPSP; a prefeitura segue sem comentário oficial, e o Fan Zone continua gerando debate no centro da capital.

E você, o que pensa sobre esse tipo de contratação e o uso de espaços públicos para grandes eventos? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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