Após sofrer uma derrota por 4 a 0 para o Palmeiras, no Barradão, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Vitória anunciou que irá formalizar uma representação junto à Comissão de Arbitragem da CBF, questionando a atuação do árbitro de campo Alex Gomes Stefano e do árbitro de vídeo Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira.
Em entrevista coletiva, o presidente Fábio Mota criticou a condução da partida. Ele afirmou que o lance envolvendo o zagueiro Caçá, que deixou o campo com um corte no queixo após cotovelada de Maurício, do Palmeiras, deveria ter resultado na expulsão do atleta adversário. Segundo o dirigente, o incidente influenciou diretamente o andamento do jogo, uma vez que o Vitória possuía grande parte da posse de bola.
“Ainda bem que o Brasil viu o jogo. O Caçá levou cinco pontos no queixo e não foi por acaso. Intencional ou não, foram cinco pontos. As expulsões desequilibraram a partida, o Vitória era melhor, tinha 70% de posse de bola e houve desequilíbrio a partir do momento em que não houve expulsão pela agressão ao Caçá”, declarou.
O mandatário rubro-negro relembrou ainda uma situação semelhante envolvendo o clube na temporada anterior, contra o Flamengo, e voltou a criticar episódios de arbitragem envolvendo equipes nordestinas.
“Passamos por isso no ano passado contra o Flamengo, estamos acostumados. Não quero me vitimizar, mas é difícil fazer futebol no Nordeste e ainda temos que passar por esse tipo de coisa”, completou.
Além da crítica pública, Fábio Mota informou que não participará da entrevista coletiva com o técnico Jair Ventura nem da zona mista com os jogadores após a partida. Em protesto, o Vitória disse que divulgará apenas uma nota oficial.
“É lamentável. Em protesto, nós não vamos fazer entrevista coletiva com o treinador, nem zona mista com os jogadores. Estamos soltando a nota e vamos fazer a reapresentação. Parabéns aos envolvidos por tudo que aconteceu”, afirmou.
NOTA OFICIAL
Em nota oficial, o Vitória direcionou as críticas ao árbitro de campo Alex Gomes Stefano e ao árbitro de vídeo Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira. A equipe afirmou que Maurício, do Palmeiras, acertou uma cotovelada em Caçá aos 25 minutos do primeiro tempo, caracterizando agressão.
O clube detalhou que Caçá precisou receber cinco pontos no corte e destacou que a arbitragem não expulsou o atleta palmeirense, além de não haver recomendação de revisão pelo VAR.
O Vitória informou que encaminhará uma representação à Comissão de Arbitragem da CBF e afirmou que continuará defendendo seus interesses e os de sua torcida, exigindo respeito dentro e fora das quatro linhas.
Crédito: Victor Ferreira/EC Vitória
Confira a nota:
O Esporte Clube Vitória vem a público manifestar sua absoluta indignação e revolta com a atuação da equipe de arbitragem na partida deste domingo contra o Palmeiras, no Barradão, especialmente do árbitro de campo, Sr. Alex Gomes Stefano, e do árbitro de vídeo, Sr. Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira.
Aos 25 minutos do primeiro tempo, o atleta Maurício, do Palmeiras, desferiu uma cotovelada no queixo do zagueiro Caçá, em um lance claro de agressão. A gravidade da ação resultou em um corte que exigiu a aplicação de cinco pontos em nosso atleta. Ainda assim, mesmo diante da evidência do lance, a arbitragem optou por não expulsar o atleta, além disso, o árbitro de vídeo não recomendou a revisão do lance. Tal decisão da arbitragem teve impacto direto no andamento da partida e em seus desdobramentos.
Diante da gravidade dos acontecimentos, o Esporte Clube Vitória informa que formalizará representação junto à Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O Esporte Clube Vitória seguirá defendendo seus interesses e os de sua torcida, exigindo respeito dentro e fora das quatro linhas.
PALAVRAS-CHAVE: Vitória, Palmeiras, arbitragem, Barradão, Brasileirão, Alex Gomes Stefano, Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, Caçá, Maurício, nota oficial
META DESCRIÇÃO: Vitória anuncia representação à CBF após derrota para o Palmeiras, questionando árbitros e o VAR; destaque para o lance envolvendo Caçá e Maurício.
