Resumo
- Toffoli declara-se suspeito por foro íntimo e não participate do julgamento no STF que pode abrir investigação contra Moraes.
- Toffoli deixou a relatoria das apurações sobre o Banco Master em fevereiro, após PF apontar ligações com negócios do banco.
- STF analisa hoje, no Banco Master, relatório da PF; PGR questiona a validade do documento; Toffoli permanece na sessão sem votar.
- Caso envolve ainda pedido de CPI sobre o Banco Master na Câmara dos Deputados.
O que aconteceu — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, declarou-se suspeito por foro íntimo e decidiu não participar do julgamento que poderá definir a abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada no âmbito de uma sessão do STF, com o intuito de evitar questionamentos sobre sua atuação no caso.
Onde — o procedimento ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF).
Quando — o posicionamento foi apresentado nesta terça-feira (15), durante a análise do tema no tribunal.
Quem está envolvido — além de Toffoli, integram o debate Moraes, os investigadores da Polícia Federal (PF), e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Também aparece na pauta o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a questão envolvendo o Banco Master.
Contexto sobre a atuação de Toffoli — Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria das apurações relacionadas ao Banco Master após o avanço das investigações da PF que apontaram ligações entre ele e negócios vinculados ao banco.
Julgamento no STF — O STF analisa, nesta terça, a validade de um relatório da PF solicitado por André Mendonça. O documento traz mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes, nas quais o ex-banqueiro sugeriria uma possível blindagem das investigações. A PGR sustenta a nulidade do relatório, argumentando que Mendonça não deveria ter determinado apurações sobre o destinatário das mensagens sem solicitação do Ministério Público ou da PF. Ao encerrar sua manifestação, Toffoli reiterou que não participaria do julgamento, mas permaneceu na sessão.
Relação entre Toffoli e Master — A matéria também aponta a ligação entre Toffoli e o caso Master, com a saída do magistrado da relatoria das investigações ocorrendo após o avanço das apurações da PF sobre o Banco Master, o que alimenta a discussão sobre eventual influência no andamento da apuração.
Resumo: PF investiga possíveis vínculos entre um ministro do STF e negócios envolvendo uma instituição financeira e o Tayayá Resort, no Paraná. A apuração aponta relações entre o Banco Master, a gestora Reag e o resort em operações envolvendo fundos de investimento, com participações possivelmente ligadas a familiares do ministro. A transação de 2021 movimentou cerca de R$ 3,1 milhões e envolve os fundos Arleen e Leal; a Maridt, empresa controlada por irmãos do ministro, manteve participação no Tayayá até o ano passado. Palavras?chave: Toffoli, Banco Master, Tayayá Resort, Paraná, Arleen, Leal, Maridt.
Paraná — A investigação aponta possíveis vínculos entre o ministro e transações envolvendo o Banco Master e o Tayayá Resort, localizado no estado. As apurações identificam relações entre uma empresa administrada pelos irmãos do ministro e o empreendimento, bem como a participação de fundos de investimento no negócio.
Em 2021, uma companhia controlada pelos irmãos do ministro informou à época que venderia a participação que possuía no Tayayá Resort a um fundo de investimentos, em operação avaliada em R$ 3,1 milhões. O negócio envolveu o fundo Arleen, que tem ligação com outro fundo, chamado Leal, administrado pelo cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A Maridt, empresa pertencente aos irmãos do ministro, manteve participação no resort até o ano passado, de acordo com as informações apuradas.
Observação editorial: as apurações visam esclarecer possíveis conflitos de interesse e as relações entre as empresas envolvidas. O material não, até o momento, configura confirmação de participação direta do ministro em operações comerciais; trata?se de vínculos societários envolvendo familiares e entidades vinculadas ao Banco Master.

