Resumo: EUA designam PCC e CV como Organizações Terroristas Estrangeiras; Trump critica o Brasil por não enfrentá-las. Anúncio do Departamento de Estado ocorreu em 28 de maio, com entrada em vigor em 5 de junho, para o ano fiscal de 2027. Brasil reage, mantendo soberania e argumento de combate interno ao crime organizado.
Estados Unidos – Em documento anual enviado ao Congresso norte-americano, o presidente Donald Trump critica o Brasil por não enfrentar as facções criminosas PCC e CV (Comando Vermelho), acusando o país de não atuar com a devida eficácia contra essas organizações. O texto, datado de terça-feira (15), avalia a posição de países relevantes para o trânsito ou produção de drogas ilícitas no ano fiscal de 2027 e traz avaliações sobre diferentes governos.
Designação de Organizações Terroristas Estrangeiras – O governo dos EUA já havia classificado o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) em 28 de maio; a designação entrou oficialmente em vigor em 5 de junho. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado com base na Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump.
Na época, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que PCC e CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e que suas redes ultrapassariam as fronteiras, acrescentando que a designação ampliaria os instrumentos disponíveis para aplicar sanções a pessoas e entidades associadas aos grupos.
Avaliação do Brasil – Apesar das críticas, o Brasil não recebeu a classificação de falhar de maneira demonstrável no cumprimento de obrigações internacionais de combate às drogas, segundo o documento. Além disso, o Brasil não figure na lista dos principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas; entre os destaques estão Afeganistão, Bolívia, Birmânia, Colômbia e Venezuela.
Reação do Brasil
Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) refutou as acusações e defendeu que o combate às organizações criminosas seja conduzido pelo Brasil, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.
A divulgação do documento ocorre em meio a um debate diplomático entre Brasil e Estados Unidos sobre cooperação no enfrentamento de drogas e crime organizado, ressaltando as divergências entre as respectivas leituras sobre responsabilidades e estratégias de combate.
Resumo: Governo brasileiro rebate acusações de falhas no enfrentamento ao crime organizado transnacional, destacando a Lei antifação de 2026, o Programa Brasil contra o Crime Organizado e uma proposta de cooperação com os EUA entregue por Lula em Washington, em 7/5/2026. Trump elogia aliados latino-americanos, enquanto o Brasil ressalta cooperação robusta com os EUA e aguarda resposta.
Washington — A nota oficial do governo brasileiro contesta acusações de omissões no combate ao crime organizado transnacional, afirmando que as ações já envolvem as dezenas de milhares de operações realizadas pelas forças federais, bilhões de reais de prejuízo aos criminosos e as medidas implementadas em 2026 no âmbito do Programa Brasil contra o Crime Organizado.
A documentação acrescenta que a Lei antifação, promulgada em março de 2026, prevê penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos que visam asfixiar as operações criminais, reforçando o arcabouço legal de combate ao crime organizado. O governo sustenta que tais medidas reforçam a atuação das autoridades e dificultam o fluxo de recursos e atividades de facções.
Ainda segundo a nota, a proposta entregue pelo presidente Lula, em 7/5/2026, durante visita a Washington, detalha medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas. O texto afirma que o Brasil aguarda uma possível resposta do governo dos EUA sobre esse conjunto de ações.
Na avaliação contida no documento, o presidente dos EUA também apresenta elogios a países considerados mais alinhados politicamente, como Argentina, Equador e El Salvador, em tom que reforça a cooperação regional contra o crime organizado. Em paralelo, o texto ressalta que as mudanças de governo em outros países são citadas como fatores que afetam a percepção sobre o enfrentamento ao narcotráfico.
Ainda segundo o material, Venezuela, Bolívia, Colômbia e Peru continuam sendo levantados como parceiros relevantes na luta contra o tráfico de drogas, destacando que tais referências não significam interrupção da cooperação com o Brasil. O documento enfatiza que o conjunto de relações estratégicas permanece, mesmo com críticas a determinadas políticas.
Resumo: Documento oficial de Donald Trump critica Canadá, México e China no combate a drogas sintéticas. Reconhece avanços de Canadá e México, mas exige ações mais firmes contra o tráfico de fentanil. China é apontada como principal fornecedora de precursores químicos; o presidente cobra medidas ainda mais rigorosas. Observação editorial: posição do Ministério da Justiça também aparece no material.
Em um documento divulgado por autoridades norte-americanas, Trump afirma que, embora Canadá e México tenham apresentado alguns progressos, é necessário ampliar as medidas para cortar o fluxo de drogas que chegam aos Estados Unidos, com especial atenção ao fentanil.
“Embora meu governo tenha protegido com sucesso nossas fronteiras contra invasões, Canadá e México precisam fazer muito mais para interromper os fluxos de drogas mortais para nosso país. O fentanil continua sendo produzido ilegalmente em laboratórios no Canadá, e produtos químicos precursores e drogas sintéticas continuam entrando nos Estados Unidos pelo país”, disse o trecho do documento.
No capítulo sobre o México, o texto recomenda que o país adote medidas adicionais contra organizações narcoterroristas que dominam áreas relevantes de seu território, ressaltando a necessidade de reforçar a integridade da cadeia de fornecimento com maior participação do setor privado e aumento significativo das inspeções nas principais passagens de entrada.
Sobre a China, o documento alega que o país segue sendo o maior fabricante mundial de muitos precursores químicos utilizados na produção ilícita de fentanil, metanfetamina e outras drogas sintéticas.
“Tratei diretamente desse assunto com o presidente Xi Jinping, e, no ano passado, a pedido do meu governo, a China implementou novas exigências para que suas empresas obtenham licenças antes de exportar determinados precursores químicos para a América do Norte. No entanto, criminosos continuam encontrando maneiras de contornar esses controles por meio do uso de precursores não regulamentados”, apontou a manifestação.
O documento também traz o comentário sobre reforçar cooperação com a China para conter o fluxo dessas substâncias, incluindo pedidos de uma classificação mais ampla de precursores químicos e outras medidas solicitadas pelos Estados Unidos, com o objetivo de reduzir o comércio ilícito dessas substâncias.
Observação: a publicação ainda menciona o posicionamento do Ministério da Justiça como parte das atualizações apresentadas ao tema.

