Superávit comercial brasileiro para 2026 cai para US$ 84,4 bilhões

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: MDIC reduz a previsão de superávit da balança comercial para 2026 para US$ 84,4 bilhões, com exportações de US$ 382,5 bilhões e importações de US$ 298,1 bilhões. Em setembro, saldo de US$ 7,74 bilhões. A revisão é a segunda de 2026; as exportações devem crescer 9,8% e as importações, 6,4% frente a 2025. Se confirmada, 2026 ficará em segundo lugar na série histórica.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revisou para baixo a estimativa de superávit da balança comercial brasileira para 2026, projetando US$ 84,4 bilhões, ante US$ 90 bilhões anteriores. A atualização mantém as contas de exportações em US$ 382,5 bilhões e de importações em US$ 298,1 bilhões.

A queda na projeção decorre principalmente da redução dos preços do petróleo. O barril chegou a tocar US$ 138 em abril, após a entrada dos Estados Unidos na guerra com o Irã, mas recuou desde então; ainda assim, o Brent permanece próximo de US$ 100 por barril, o que influencia tanto as exportações quanto as importações, segundo o MDIC.

Com a revisão, as exportações ficaram em US$ 382,5 bilhões e as importações em US$ 298,1 bilhões, frente aos US$ 394,4 bilhões e US$ 304,4 bilhões, respectivamente, estimados anteriormente. O superávit, assim, cai de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões.

Apesar da revisão, o MDIC aponta crescimento para 2026: exportações devem avançar 9,8% ante 2025 e importações 6,4%. Mesmo com o recuo, as exportações representam ainda um ganho relevante sobre o ano anterior, mantendo o patamar competitivo das transações externas do Brasil.

Caso a nova previsão se confirme, o superávit de 2026 ficará apenas atrás do recorde de 2023, de US$ 98,9 bilhões. Em 2025, o saldo brasileiro ficou em US$ 68,1 bilhões. A segunda revisão da estimativa em 2026 aponta que, para alcançar o novo patamar, seria necessário somar aproximadamente US$ 22 bilhões entre outubro e dezembro deste ano.

Segundo Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, a projeção está próxima do desempenho já observado até setembro: “Estamos prevendo três meses à frente. Então, é natural que esses números se aproximem e tenhamos já um cenário bastante consolidado para o que vai ser o fechamento do ano”, afirmou o dirigente.

Saldo cresce em setembro — a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, com expressiva alta em relação ao mês anterior. O resultado reforça o ritmo de recuperação das contas externas, mesmo diante das revisões na visão para o ano.

Resumo: Brasil registrou excedente de US$ 3,14 bilhões na balança comercial em setembro de 2025. Exportações somaram US$ 34,42 bilhões e importações US$ 26,68 bilhões; o petróleo bruto impulsionou as vendas, totalizando US$ 6,49 bilhões (alta de 77,3%).

Brasil registrou superávit de US$ 3,14 bilhões na balança comercial em setembro de 2025, segundo dados oficiais. O resultado é apresentado como o maior saldo mensal para o mês desde junho, quando o desempenho positivo atingiu US$ 9 bilhões. O mês analisado teve exportações no valor de US$ 34,42 bilhões e importações de US$ 26,68 bilhões, configurando um ganho de US$ 3,74 bilhões no eixo entre entradas e saídas, conforme a leitura disponível nos dados.

Na composição do desempenho, os preços médios das mercadorias exportadas subiram 9,9%, enquanto o volume embarcado avançou 2,3%. Além disso, o mês teve 21 dias úteis, um a menos que no mesmo mês de 2025, o que impacta a leitura da média diária das vendas ao exterior. Mesmo com esse ajuste, a variação mensal consolidou o cenário de recuperação de setores exportadores.

Petróleo foi um dos principais motores do desempenho das vendas externas no mês, com as exportações do produto totalizando US$ 6,49 bilhões, alta de 77,3% em relação a setembro do ano anterior. O impacto do petróleo na balança reforça a participação de commodities energéticas na composição do saldo, ainda que os números globais envolvam uma diversidade de produtos exportados.

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