Polícia Federal prende deputado estadual Márcio Canella no Rio de Janeiro durante a Operação Unha e Carne 8

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo jornalístico
PF deflagra a operação Unha e Carne 8 no Rio de Janeiro e prende o deputado estadual Mário Canella (União Brasil) e o ex-secretário Marcus Amim em meio a investigações de lavagem de dinheiro ligada a uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio. Ministério da Justiça autorizou 6 prisões e 16 buscas; Polícia Civil, sob a Corregedoria, acompanha desdobramentos. Investigações apontam esquema com 96 postos e faturamento de R$ 7,6 bilhões em seis anos.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (15), a operação Unha e Carne 8, que mira uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos na Região Metropolitana do Rio. O deputado estadual Mário Canella, do União Brasil, foi preso em sua residência, em um condomínio da Barra da Tijuca, na zona oeste da capital. Também foi cumprido o mandado de prisão contra o ex-secretário da Polícia Civil do estado, Marcus Amim, conforme informações do G1, parceiro do PrimeiroJornal.

Dentro do escopo da operação, Canella e Amim são investigados por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de participação em formação de cartel no setor de combustíveis. Os investigados são apontados como integrantes de uma rede que utilizaria os postos como plataforma para movimentar recursos de origem ilícita, com envolvimento de agentes públicos e articulação político-institucional, segundo apuração da PF.

Conforme dados divulgados pela PF, a ação também resultou em 6 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em cidades como Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios. As medidas foram formalizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Além das prisões, Moraes determinou o sequestro de bens e a suspensão da atividade econômica de 112 empresas investigadas no esquema. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra policiais civis envolvidos, segundo as decisões judiciais divulgadas até o momento.

A operação envolve a investigação de 96 postos de combustíveis no Grande Rio, com uma estimativa de movimentação financeira de R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos, apontando suposto uso da rede para lavagem de dinheiro e articulação político-institucional. As apurações seguem para esclarecer responsabilidades e caminhos do esquema.

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