Onde a morte não é o fim da vida

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O Museu de Ciências Morfológicas (MCM) da UFMG é responsável pela extensão entre o estudo de células, embriões, tecidos e anatomia com toda a comunidade da capital. Fundado há 27 anos pela professora Maria das Graças Ribeiro, o museu é focado no ser humano, com a maioria da exposição sendo composta por materiais reais. Ele fica no Campus Pampulha, perto do Instituto de Ciências Biológicas.
 
A diretora do museu, Gleydes Gambogi Pereira, conta que tudo começou por demanda popular, com as pessoas perguntando nas portarias do campus como poderiam saber mais sobre o corpo humano. Para ela, o espaço é um dos maiores exemplos de extensão entre a UFMG e o público. Algumas das peças conservadas em formol ou glicerina já têm 70 anos de preservação, mas o museu sempre precisa repor a exposição com as respeitadas doações em vida.
 
Durante o funcionamento, cerca de 160 alunos são acompanhados por 11 guias, bolsistas dos cursos de Ciências Biológicas e Farmácia da UFMG. “Algumas pessoas ficam aflitas ou com vergonha, os mediadores são importantes pois além de informarem, estimulam a interação”, diz a diretora, reconhecendo o papel da equipe.
 
Na exposição, que também é aberta ao público em geral, os visitantes são apresentados à história dos métodos e instrumentos de estudo, podem ver acervos de órgãos e tecidos, e participar de apresentações. A primeira seção já fala sobre como as lâminas de um microscópio são feitas para que com precisão mantenham uma espessura de 5 micrômetros (µm), ou 0,0005 cm entre elas.
 
Além de um telão com esquemas digitais e interativos, há o Laboratório de Pesquisa e Estudo em Educação Inclusiva, pensado para pessoas portadoras de deficiência visual. A ideia surgiu de dois alunos com deficiência. Com o material que foi adaptado, um deles conseguiu estudar a morfologia que tanto lhe interessava. Nesse espaço, os visitantes são convidados a usar vendas e tentar adivinhar os materiais com diferentes texturas.
 
De terça a sexta, das 8h às 12h e da 13h30 às 17h, o MCM está portas abertas para o público espontâneo, com entrada individual no valor de R$ 10. Escolas e grupos maiores devem agendar previamente a visita pelo telefone (31) 3409-2776. Com o valor de R$ 300 as escolas públicas podem levar até 40 alunos e as particulares pagam R$ 350 com o mesmo limite.n
*Estagiário sob supervisão do subeditor Gabriel Felice
 
 
TRATAMENTO DE CÂNCER GANHA REFORÇO de peso
A capital mineira é uma das primeiras cidades fora dos Estados Unidos a receber uma unidade de tratamento oncológico certificada como Membro Colaborativo Internacional do Dana-Farber Cancer Institute, hospital de ensino afiliado à Faculdade de Medicina de Harvard. Juntamente com a Oncoclínicas, serão inaugurados os primeiros Cancer Centers Oncoclínicas. A filial vai operar onde antes funcionava o Oncocentro, no Bairro Santa Lúcia, na Região Centro-Sul, e vai oferecer serviços como protocolos e padrões de tratamento avançados, educação clínica, programas de treinamento para equipes, suporte ao desenvolvimento de programas clínicos, tumor boards para discussão de casos complexos, e padrões de qualidade e segurança do paciente. A estimativa de investimentos chega a R$ 93 milhões. O diretor médico do grupo Oncoclínicas explica que “é o primeiro passo de uma segunda etapa do projeto, em que a gente vai, de fato, integrar a questão não só da assistência ambulatorial, mas do diagnóstico e toda a jornada do paciente”. 
 
 
DPMG PEDE QUE FIM DAS 
CARROÇAS SEJA VETADO
A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) expediu recomendação ao prefeito Fuad Noman (PSD) para que vete o projeto de lei que proíbe o uso de carroças na capital, aprovado em segundo turno este mês pela Câmara Municipal. O PL tem como objetivo reduzir para cinco anos o prazo para extinção das carroças tracionadas por animais, estabelecendo que os carroceiros substituam os cavalos até 22 de janeiro de 2026. A DPMG aponta diversos vícios de inconstitucionalidade, como ofensa aos direitos e garantias fundamentais, direito à proteção do patrimônio histórico e cultural, além de violação aos postulados da liberdade de locomoção, livre iniciativa e exercício do trabalho. Dentre os principais argumentos apresentados, a Defensoria Pública fala sobre o contexto histórico e modos de vida do coletivo de carroceiros de BH, reconhecido como comunidade tradicional e certificado pela Comissão Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais (CEPCT-MG). 
IÇAMENTO DE VIGAS MUDA 
TRÂNSITO NO GUARANI
Quem for transitar pelas avenidas Cristiano Machado e Waldomiro Lobo vai precisar ficar atento a partir de amanhã. Isso porque várias interdições serão realizadas no local para o içamento das vigas dos novos viadutos no Bairro Guarani. Faixas de pano e placas foram implantadas para orientar motoristas e pedestres na região. Agentes da Unidade Integrada de Trânsito vão monitorar a região. A obra pretende dar mais fluidez ao tráfego na Região Norte. O investimento, que também prevê adequações na circulação de pedestres, melhorando o acesso à estação de metrô Waldomiro Lobo, é de aproximadamente R$ 104,8 milhões. Detalhes sobre as intervenções podem ser acessadas no endereço: https://prefeitura.pbh.gov.br/noticias/pbh-faz-intervencoes-na-cristiano-machado-para-obras-dos-viadutos-no-guarani. 

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