Venezuela e Guiana vão manter canais de comunicação abertos em meio a disputa territorial

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Venezuela e Guiana concordaram nesta quarta-feira, 6, em manter abertos os canais de comunicação em sua disputa pelo Essequibo, um território de quase 160 mil quilômetros quadrados, depois que seus respectivos ministros das Relações Exteriores conversaram por telefone, em meio a crescentes tensões entre os dois países. Em comunicado, o governo de Nicolás Maduro informou sobre a conversa por telefone entre o ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, e o chanceler guianense, Hugh Todd, no qual eles “concordaram em manter os canais de comunicação abertos”. De acordo com o governo venezuelano, Gil “aproveitou a oportunidade para atualizar” a Guiana sobre a “participação esmagadora” no referendo de domingo, no qual a maioria dos venezuelanos votou pela anexação do Essequibo ao seu território. “Essa consulta gerou um mandato inapelável para as instituições venezuelanas sobre o caminho a ser seguido para a solução dessa disputa territorial, que é o Acordo de Genebra assinado entre as partes em 1966”, disse. “A Venezuela expressou a necessidade de interromper as ações de agravamento da disputa no território”, acrescentou Caracas.

O contato ocorreu um dia depois de Maduro lançar um plano de ação para a região, que inclui a concessão de licenças para a exploração de petróleo e o destacamento de militares em cidades próximas ao território disputado, sem anunciar, por enquanto, uma incursão na região. A Venezuela insiste que esse plano foi elaborado para lidar com o resultado do referendo, no qual, de acordo com as autoridades eleitorais, mais de 10 milhões de pessoas participaram. O presidente da Guiana, Irfaan Ali, disse hoje que o plano da Venezuela representa “uma ameaça iminente” à integridade territorial de seu país e à paz mundial, e anunciou “medidas de precaução” para proteger a nação. O primeiro passo será levar o assunto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas ainda hoje para que o órgão adote “medidas apropriadas”.

*Com informações da EFE

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