Mulher torturada na ditadura militar receberá indenização de R$ 100 mil

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Meta descrição: A Justiça Federal condenou a União a pagar indenização de R$ 100 mil a uma ex-militante da ditadura pelo tratamento cruel durante o período. A decisão traz à tona dados oficiais sobre perseguição política no Brasil, com números da Comissão da Anistia, da Comissão Nacional da Verdade e do Ministério dos Direitos Humanos. Palavras-chave: indenização ditadura militar, DOPS-RS, Lei da Anistia, Comissão de Anistia, TRF4.

A Justiça Federal do Rio Grande do Sul condenou a União a pagar indenização de R$ 100 mil a uma mulher que foi detida, torturada e banida do Brasil durante a ditadura militar. Militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, ela foi presa em 1970 e mantida no Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DOPS-RS) até 1971.

Após a prisão, a mulher integrou a troca de presos políticos pelo então embaixador de um país estrangeiro e foi banida do território nacional. Fora do Brasil, viveu no Chile, Cuba e Bulgária, retornando apenas em 1979 após a promulgação da Lei da Anistia.

A decisão, proferida pela juíza Thaís Helena Della Giustina, reconhece o direito à indenização pelo tratamento cruel e desumano.

“Tendo a autora sido vítima de irrefutável perseguição política, com prejuízo à sua vida familiar, profissional e social, o que, por certo, redundou em indiscutíveis sequelas à respectiva integridade emocional, tem-se por caracterizados a conduta antijurídica do Estado e o dano extrapatrimonial.”

Cabe recurso da decisão ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Didatura militar: segundo a Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MHDC), cerca de 50 mil brasileiros foram perseguidos pelo regime. A Comissão Nacional da Verdade, que atuou entre 2012 e 2014, registrou 434 mortes e desaparecimentos políticos. Uma análise recente do Ministério aponta que 82,5% das vítimas estavam ligadas a alguma organização política e 45,3% a algum partido. A maioria das vítimas tinha entre 18 e 44 anos, com 49,3% na faixa de 18 a 29 anos.

Esses dados evidenciam o alcance da repressão durante a ditadura e reforçam a importância de reconhecimentos e reparações a quem sofreu perseguição política. A decisão de indenizar a vítima ressalta o peso dessas violações na memória histórica do país.

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