Netanyahu ordena exército a atacar ‘com força’ Hezbollah no Líbano

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Resumo: neste sábado, 25 de abril de 2026, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou que as Forças de Defesa de Israel ataquem alvos do Hezbollah no Líbano com força. A decisão foi divulgada pelo gabinete do premiê após o grupo libanês ter lançado foguetes e drones contra o norte de Israel e tropas no sul do Líbano. A medida marca uma escalada num cenário já tenso, com um cessar-fogo mantido apenas provisoriamente e sujeito a novas negociações internacionais.

Segundo o Times of Israel, Netanyahu autorizou ataques a alvos do Hezbollah no território libanês como resposta aos recentes lançamentos contra posições israelenses. Na véspera, o premiê já havia assegurado, em publicação no X, que Israel mantém total liberdade de ação contra qualquer ameaça e que “atacamos ontem e atacamos hoje” para restabelecer a segurança no Norte.

No Líbano, o registro de vítimas ganhou contornos graves: a agência estatal libanesa NNA informou que quatro pessoas morreram em ataques israelenses na cidade de Yohmar Al-Shqif, no distrito de Nabatieh, no sul do país. A agência de notícias do Catar, QNA, confirmou outra morte e 17 feridos em Safad Al-Batikh, também no sul libanês. O balanço desde o início do conflito já sobe para 2.496 mortos no Líbano, num cenário de destruição e deslocamento.

Enquanto as ofensivas prosseguem, o cessar-fogo continua em vigor, com uma extensão de mais três semanas aprovada pelos Estados Unidos, sob a condução do presidente Donald Trump. Em Washington, a embaixadora do Líbano Nada Hamadeh Moawad e o embaixador de Israel Yechiel Leiter conduzem uma nova rodada de negociações diretas para tentar prorrogar o armistício. O governo libanês tem reiterado o objetivo de interromper completamente os ataques e as demolições de casas em vilarejos ocupados desde o início da guerra.

Na sexta-feira, 24, as IDF divulgaram em X que mataram seis integrantes do Hezbollah na região de Bint Jbeil, reforçando a pressão sobre as linhas fronteiriças. A declaração ocorreu num momento de forte cobrança internacional por um caminho de saída para o conflito, que já mobiliza atores regionais e influenciam a volatilidade da região. A escalada demonstra a dificuldade de manter a calma após meses de confrontos, com ataques de retaliação que se somam a uma rede de bombardeios, interceptações e deslocamentos de população.

Este episódio evidencia como a conjuntura no Oriente Médio permanece frágil, dependente de acordos que parecem distantes diante de cada novo ataque e de cada promessa de cessar-fogo. Enquanto a diplomacia busca espaço para um acordo duradouro, moradores de região fronteiriça convivem com riscos diários e com a incerteza sobre quando a violência poderá ceder lugar à estabilidade. O que você pensa sobre as ações de ambas as partes e sobre o papel da comunidade internacional nesse momento? Compartilhe sua visão nos comentários e participe do debate.

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