Mercados globais recuam diante de novas sinalizações de atraso na recuperação econômica mundial. O dólar sobe frente ao real, as ações caem e a incerteza política interna aumenta a cautela dos investidores, que acompanham de perto a trajetória do petróleo e dos juros nos Estados Unidos.
No câmbio, o dólar avançou 0,85% e fechou em R$ 5,04, enquanto o Ibovespa caiu 1,52%, aos 174,2 mil pontos, o menor desde 21 de janeiro. O cenário internacional segue desfavorável, com o petróleo Brent acima de US$ 110 por barril, elevando temores de inflação.
As apostas sobre a política monetária norte-americana mudam conforme a economia global, com a decisão de dezembro surgindo como ponto central: a probabilidade de alta na taxa básica dos EUA soma 59,8%, com 41,4% para um aumento de 0,25 ponto, 15,8% para 0,5 ponto e 2,6% para 1 ponto.
Paralelamente, os rendimentos dos Treasuries sobem, levando a taxa da T-bond de 30 anos a superar 5,15%, maior patamar desde 2007, o que atrai fluxo para a renda fixa americana.
No cenário doméstico, pesquisas mostram Lula ampliando a dianteira sobre Bolsonaro na corrida presidencial. O levantamento AtlasIntel/Bloomberg aponta vantagem maior, refletindo o desgaste político recente.
Bruno Shahini, da Nomad, destaca que o dólar já opera em forte alta e que o petróleo em patamar elevado ajuda a manter pressões inflacionárias. A incerteza externa, aliada ao impacto de investigações envolvendo o Banco Master, reforça a cautela entre investidores.
Ainda, o Metrópoles revela que Flávio Bolsonaro foi a Vorcaro no fim de 2025, logo após a primeira prisão do dono do Master pela Polícia Federal, em encontro na casa do banqueiro, o que alimenta a leitura de que o cenário político pode pesar sobre o mercado.
