A XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios abriu com tensão política: Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato, sugeriu que Lula da Silva não compareceria à abertura, reforçando o tom de confronto entre governo e oposição. O evento reúne prefeitos, vereadores e gestores de cidades de todo o país, com debates sobre políticas locais no centro das atenções.
Flávio Bolsonaro foi recebido como primeira presença do dia e discursou por cerca de 30 minutos sem responder perguntas, recebendo ovac?a?o de parte da plateia. Em meio a vaias, houve referências à ligação dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de menções ao esquema chamado rachadinha. Ao fim, muitos presentes gritaram: “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”.
“Talvez essa seja uma das agendas mais importantes que qualquer pré-candidato à Presidência da República tem que cumprir. É um grande desrespeito não comparecer a uma solenidade como essa, porque é nas cidades que a vida dos cidadãos acontece, onde estão os problemas”, criticou Flávio, sem citar Lula.
Sobre a presença de Lula, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) informou que não há previsão de participação na Marcha. O vice-presidente Geraldo Alckmin substituiu Lula na abertura e foi vaiado pela plateia, evidenciando as tensões entre o governo e a oposição.
Na prática, a Marcha mantém a tradição de sabatinas com presidenciáveis. Nesta quarta-feira (20/5), os governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) serão sabatinados às 10h e 15h, respectivamente. No último dia, quinta-feira (21/5), Renan Santos (Missão) participa às 10h. Lula, segundo a assessoria, ainda pode comparecer à sabatina e ao encerramento da Marcha.
A agenda ressalta a força dos gestores locais e o atrito entre a administração federal e a oposição, em clima de pleito próximo. A expectativa é acompanhar propostas para políticas públicas municipais, enquanto o debate em torno da participação de Lula permanece em aberto.
