Resumo rápido: o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que o governo federal trabalha para reverter a decisão da União Europeia que pode excluir o Brasil da lista de países aptos a exportar carnes e outros produtos de origem animal. A medida, oficializada em 5 de junho, passa a valer em 3 de setembro de 2026 e pode gerar perdas próximas a US$ 2 bilhões aos produtores. Hoje, a UE é o segundo destino das carnes brasileiras, atrás apenas da China.

“Nós queremos que recoloquem [o Brasil] na lista — e para todas as carnes. Então, o trabalho será feito para retirar esse embargo, tanto do frango, quanto do porco, quanto dos bovinos. Vai ser feito um empenho”, afirmou o vice-presidente durante participação em evento do agronegócio, na Bahia.
A decisão foi oficializada pela Comissão Europeia na sexta-feira (5/6) e prevê a exclusão do Brasil da lista de países habilitados a exportar produtos de origem animal para consumo humano, com validade a partir de 3 de setembro de 2026.
Segundo o órgão, o Brasil não apresentou informações suficientes para comprovar que conseguirá cumprir integralmente as exigências sanitárias previstas nas normas europeias até setembro.
A medida pode impactar exportações de carne bovina, carne de frango, carne equina, pescado, mel e tripas, entre outros. A União Europeia é hoje o segundo maior destino das carnes brasileiras, atrás apenas da China.
Ainda segundo o Metrópoles, caso não haja reversão, a exclusão pode gerar prejuízos de até US$ 2 bilhões para produtores brasileiros.
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