Fachin se reúne com chefe da Interpol para discutir crime organizado

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: STF e Interpol fortalecem cooperação no combate ao crime organizado e na recuperação de ativos. Reunião de 20/08/2026 com Fachin, Urquiza e Murad; Andrei Rodrigues articulou o encontro. Urquiza apresentará, em novembro, ferramenta para identificar bens no exterior e cortar financiamento ilícito. País ressalta avanços em governança, tecnologia e IA no Judiciário. Palavras-chave: Interpol, CNJ, DataJud, crime organizado, ativos.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, reuniu-se na noite desta quinta-feira (20/08) com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, e com o diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad. O encontro, articulado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, teve como objetivo ampliar a cooperação entre a Interpol e o Judiciário brasileiro para enfrentar o crime organizado e facilitar a recuperação de ativos.

Fachin reúne-se com chefe da Interpol para tratar de crime organizado
Fachin reúne-se com chefe da Interpol para tratar de crime organizado

Crédito: Antonio Augusto/STF

Entre as pautas, Fachin apresentou prioridades do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como o mapa nacional do crime organizado, a investigação patrimonial e o uso de inteligência para orientar ações judiciais.

O ministro também destacou os avanços do Brasil em governança e tecnologia, afirmando que o Judiciário já digitalizou 100% dos processos e mantém uma base on-line com dados de 75 milhões de processos em andamento, o DataJud, além do uso de inteligência artificial na gestão processual.

Urquiza, o primeiro brasileiro a ocupar o cargo mais alto da Interpol, disse que pretende apresentar, em novembro, à Assembleia Geral da organização, uma ferramenta para desarticular o financiamento de organizações criminosas ao identificar bens e ativos vinculados a atividades ilícitas no exterior.

“Nosso foco é desidratar a fonte de sustento do crime organizado. A Interpol identifica ativos e, em seguida, esse trabalho alimenta o sistema jurídico por meio da cooperação internacional”, ressaltou Urquiza.

As instituições concordaram em manter diálogo permanente para desenvolver mecanismos conjuntos de inteligência e segurança, além de discutir a capacitação de magistrados da rede de juízes criada pelo CNJ para o enfrentamento do crime organizado, com foco na troca de boas práticas e na formação sobre o novo marco jurídico e a legislação antifraude.

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