Resumo
MP-SP solicita à Justiça a manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra.
Gaeco sustenta que permanecem os requisitos para a medida, visando ordem pública e aplicação da lei penal.
Operação Vênix envolve suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC; prisão completa três meses; habeas corpus negado; OAB suspensa.
São Paulo – O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou à Justiça a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. O documento, encaminhado na última quinta-feira (20) pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), sustenta que permanecem os requisitos legais para manter a custódia, destacando a necessidade de preservar a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal durante as investigações da Operação Vênix.
O pedido envolve também os demais réus da Operação Vênix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A influenciadora foi detida preventivamente no dia 21 de maio, completando três meses de prisão nesta sexta-feira (21). No documento apresentado pelo Gaeco, Deolane é apontada como “a principal integrante do núcleo financeiro”, responsável por ocultar e dissimular recursos de origem ilícita por meio de contas bancárias vinculadas a ela e às suas empresas.
A ex-A Fazenda e advogada já teve um habeas corpus negado por unanimidade pelo TJ-SP. Além disso, Deolane está com a inscrição na OAB suspensa desde a decretação de sua prisão.
