Resumo: O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirma que os impactos das mudanças climáticas configuram crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Em coletiva, ele defende adaptação dos sistemas de saúde e vigilância. A OMS aponta que até 25% das mortes globais podem estar ligadas ao clima; o Reino Unido já registra Aedes aegypti. O El Niño pode intensificar efeitos no Brasil até 2027.
Brasil – Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (16), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os impactos das mudanças climáticas configuram uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo, destacando a urgência de adaptar os sistemas de saúde para enfrentar o desafio.
Padilha citou dados da OMS, que prevê que uma em cada quatro mortes globais possa estar relacionada, de alguma forma, às mudanças climáticas. Ele lembrou ainda que o Reino Unido já registra a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue.
Segundo o ministro, o aumento da temperatura média pode favorecer a expansão do mosquito transmissor da dengue no Sul do país, incluindo o Rio Grande do Sul, onde casos da doença eram menos comuns, além de potencializar doenças crônicas associadas às ondas de calor extremo.
Perguntado sobre a preparação para eventos climáticos como as graves inundações em Porto Alegre e em boa parte do território gaúcho em 2024, Padilha avaliou que o país está mais bem preparado hoje do que na época em que as chuvas devastaram o estado.
“Mas todo cuidado é pouco”, afirmou.
Ele destacou a necessidade de manutenção do estado de alerta e de vigilância, não apenas no Sul, mas em todas as regiões do país. Dados do Ministério indicam que, em 2026, os efeitos do El Niño devem ser sentidos de forma mais intensa já a partir deste mês.
O secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, alertou que o El Niño pode ser muito forte, possivelmente o mais intenso da série histórica, com efeitos esperados até março de 2027.
Fonte: Agência Brasil.

