“Você tem que proteger”, disse homem após ver esposa baleada por PM

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, uma policial militar baleou uma mulher, Thawanna da Silva Salmázio, que morreu pouco depois. O marido, Luciano dos Santos, gravou o momento de tensão com a viatura e questionou a atuação dos agentes, afirmando que a esposa não oferecia perigo. A Secretaria de Segurança Pública informou que as imagens de câmeras corporais serão analisadas e que os policiais envolvidos foram afastados até o término da investigação, que tramita no 49º Distrito Policial. Moradores realizaram protestos na via pública, com barricadas e manifestações, enquanto a apuração avança para esclarecer as versões divergentes entre testemunhas e a própria equipe policial.

Homem discute com PM apos esposa ser baleada - Metrópoles
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No vídeo que circulou entre testemunhas, o marido Luciano dos Santos aparece retirando a blusa e a bolsa para demonstrar que não oferecia risco próximo aos agentes. Ele questiona a ação de forma veemente, dizendo: “NÃO te agredi, não. Você tem que proteger, tem que cuidar de mim. Se a minha mulher morrer, parceiro?” De acordo com o boletim de ocorrência, Thawanna e Luciano estavam caminhando na rua quando uma viatura da PM passou perto. Ao serem chamados, os policiais retornaram ao local, segundo o registro inicial, que também descreve um toque no retrovisor do veículo por parte do casal.

Os relatos divergentes ganham contornos com a versão apresentada pela Polícia Militar, que afirmou que Thawanna, ao ser abordada, manteve discussão exaltada e chegou a agredir fisicamente a policial Yasmin Cursino Ferreira. Já o depoimento de Luciano aponta para o disparo de uma policial dirigido à esposa, descrevendo um cenário de tensão e confronto que não concilia as versões oficiais.

Após a morte de Thawanna, moradores da região realizaram protestos na Rua Alexandre Davidenko. A manifestação incluiu barricadas e a queima de objetos, com acionamento do Corpo de Bombeiros e presença de equipes do Choque. Houve confronto com a atuação policial e a tentativa de incêndiar um ônibus. Até o momento não há informações oficiais sobre feridos ou detidos, conforme atualizações da prefeitura e da SSP. A secretaria também informou que as imagens das câmeras corporais estão em análise e que os policiais envolvidos foram colocados em funções administrativas até a conclusão da apuração, que tramita no 49º Distrito Policial (São Mateus).

A ocorrência reacende o debate sobre o uso da força durante abordagens na cidade e a necessidade de transparência nas investigações. A apuração deverá confrontar as versões divergentes apresentadas, além de revisar as imagens captadas por câmeras e outros elementos de prova para esclarecer o que aconteceu naquele dia na região de Cidade Tiradentes.

Conteúdos de interesse público mostram como episódios assim afetam a convivência na cidade e geram questionamentos sobre responsabilidade, protocolos de atuação policial e a confiança entre moradores e forças de segurança. Acompanhe as novidades e participe com sua opinião nos comentários, contribuindo para uma discussão responsável e informada sobre a atuação policial e a segurança no bairro.

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