Defesa de Vorcaro solicita revogação de prisão e cita incerteza no caso Master e crise no STF

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: Defesa de Daniel Vorcaro solicita ao STF a revogação da prisão preventiva por excesso de prazo. O pedido é dirigido ao ministro Edson Fachin, que atua no caso envolvendo o Banco Master e a Operação Compliance Zero, com investigações do INSS. Sessão plenária de 15 trouxe debates sobre relatoria e competência, com decisão pendente.

Palavras-chave: Daniel Vorcaro, STF, Edson Fachin, prisão preventiva, Banco Master, Compliance Zero, INSS, André Mendonça, Moraes, A Turma.

A defesa de Daniel Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva do banqueiro, sob a alegação de excesso de prazo e questionando os fundamentos que levaram à decretação da medida em 4 de março de 2026.

Fachin não é o relator original da investigação do Banco Master, mas o inquérito está sob o seu gabinete desde a semana passada, quando ele determinou que o relator André Mendonça encaminhasse o caso ao seu gabinete, juntamente com a apuração das fraudes do INSS.

O prazo de prisão preventiva é de 90 dias. Segundo a defesa, a prisão foi decretada em 4 de março de 2026 e, embora o término desse período não implique libertação imediata, cabe ao Judiciário reavaliar a necessidade da segregação.

A defesa ressalta que não há denúncia contra Vorcaro e cita as investigações associadas à Operação Compliance Zero, bem como as fraudes do Banco Master e do INSS, as quais permanecem sem definição sobre a condução dos casos, o que motivou o envio do pedido a Fachin.

Eles mencionam ainda a sessão plenária do último dia 15, marcada por discussões acaloradas entre os ministros da Suprema Corte. Embora tenha sido prevista uma discussão sobre se o ministro Alexandre de Moraes deveria ou não ser investigado, após a divulgação de um relatório com conversas de Vorcaro, a pauta acabou sendo alterada para uma questão processual sobre relatoria e competência, encerrando-se com um pedido de vista de Flávio Dino.

A defesa sustenta que a paralisação atual dos procedimentos não pode impedir a revisão da prisão, especialmente se a Corte ainda delibera sobre a relatoria e a validade de atos da investigação. Os advogados destacam que apenas a devolução da vista pode consumar até 90 dias, o que, na visão deles, torna injustificada a manutenção do cárcere diante do estado de indefinição.

Quanto aos fundamentos usados para justificar a prisão, a defesa aponta episódios de intimidação atribuídos a um núcleo da organização conhecida como A Turma, além de alegações sobre capacidade financeira e influência, argumentando que esses fatores não permanecem atuais.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

PF e PM salvam bebê engasgado durante a prisão de foragido por homicídio

Resumo — Em Goianira (GO), nesta quinta-feira (17/9), uma operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e a Polícia Militar prendeu um foragido...

Filho de latino acusa cantor de pedofilia e cita amantes do pai

Resumo: Guilherme de Oliveira, filho de Latino, faz desabafo nas redes acusando o pai de relações extraconjugais...

Família é suspeita de montar transportadora para abastecer criminosos do Rio com fuzis

Resumo: Polícia Civil do Paraná deflagra operação contra uma família suspeita de abastecer grupos do Rio de Janeiro com drogas e armas. São...