Líbano e Israel mantêm um cessar-fogo que foi prorrogado por mais 45 dias, em vigor desde 17 de abril, conforme anúncio do Departamento de Estado dos EUA. A extensão visa criar espaço para negociações que avancem rumo a um acordo permanente de segurança e paz na região.
A ofensiva escalou novamente em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo em apoio ao Irã na guerra regional, levando a retaliações de Israel. O cessar-fogo passou a ser visto como um ponto de pausa para Washington buscar uma trégua mais ampla e, ao mesmo tempo, manter aberto um canal de diálogo com Teerã.
Segundo autoridades, já são aproximadamente 2.500 as pessoas mortas no Líbano desde o início da ofensiva em 2 de março. Mesmo com o cessar-fogo, o Exército israelense manteve ataques a alvos do Hezbollah no território libanês, resultando em pelo menos 400 novas mortes, conforme balanço da AFP com dados oficiais.
A ofensiva de Israel no Líbano complica os planos do presidente Donald Trump, em seu segundo mandato, de selar um acordo de paz para encerrar a guerra com o Irã. O conflito também tem efeito direto no comércio global de energia, elevando os preços do petróleo. O Irã pediu que o Líbano fosse incluído em qualquer trégua mais ampla, aumentando a delicadeza das negociações na região.
